Lili Rodriguez: Point musical

Sem medo da crise, o empresário Luiz Calainho, os sócios Daniel Stain e Marcelo Megale, e o grupo TGF foram buscar inspiração em Nova York para trazer um novo point

Por O Dia

Rio - Sem medo da crise, o empresário Luiz Calainho, os sócios Daniel Stain e Marcelo Megale, e o grupo TGF foram buscar inspiração em Nova York para trazer um novo point para o Rio. Dito e feito, uma turma animada foi conferir a abertura do clube Blue Note Rio, no Complexo Lagoon.

Um pingo de história: A Blue Note surgiu em Nova York nos anos 1980. E por lá, passaram nada mais, nada menos que B.B King, Ray Charles e os brasileiros Baden Powell e Milton Nascimento. Por aqui, a ideia de Calainho e sua turma é começar a programação da casa com as estrelas do jazz nacional. Prato cheio para os amantes do estilo!

Conectando...

A Orquestra Petrobras Sinfônica se apresenta no Theatro Bangu Shopping dia 17 de setembro com distribuição de ingressos para os clientes.

Em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, a A Yes! Idiomas, presidida por Clodoaldo Nascimento, beneficiará, gratuitamente, 1.300 alunos do ensino médio, de 16 a 18 anos, com bolsa para o curso speedy de capacitação em inglês para o mercado de trabalho.

O Rio na Rua, projeto cultural da cerveja Itaipava, segue a programação com atrações na Praça Nelson Mandela. O grupo Conexão Atlântico faz a mistura de ritmos. O live paiting é do grafiteiro Guilherme Memi. Hoje, às 19h.

Atriz e escritora

Letícia Braga, aos 12 anos, não para, é sucesso na TV e no cinema como a Sol, do seriado 'Detetives do Prédio Azul', do canal Gloob. Agora como escritora, lança o livro 'Cabelinhos de Anjo', contando a história de Aninha, que tem o cabelo enroladinho e faz tudo para alisá-lo até perceber que seus cachos são lindos. A tarde de autógrafos é dia 3, às 16h, na Bienal do Livro, no Riocentro.

Cadê a graça? 

O Corpo de Bombeiros do Rio reduziu 10%, em dois anos, o número de deslocamentos de equipes gerados por trotes. O jeito foi apelar para a tecnologia, enquanto a turma da brincadeira de mau gosto não toma jeito. O sistema identifica os números que geralmente são usados nas ligações falsas.

Dois dedos de prosa:

Domício Proença Filho, Presidente da Academia Brasileira de Letras

O senhor é um homem muito católico... De onde vem essa religiosidade?

Eu sou [praticante] na medida do possível. Na minha infância e juventude, eu fui coroinha, inclusive, lá na Ilha de Paquetá. O pároco queria que eu fosse ao Seminário de São José (voltado à formação de sacerdotes). Ele achava que eu tinha vocação, mas eu dizia: "Acho que o senhor está errado... Eu gosto muito de namorar".

Quantos livros o senhor já lançou e quais serão os próximos?

Já escrevi 68 livros no total e vou lançar mais dois este ano. Um é sobre a história da língua portuguesa, falando sobre o trajeto do português do Brasil. O outro é uma segunda edição de um livro de poemas, que praticamente a primeira [edição] não existiu. É um resgate da saga do negro na formação do Brasil.

Depois de Machado de Assis, o senhor foi o primeiro acadêmico negro a assumir a Academia Brasileira de Letras. O que isso representa?

Eu acho que é um sinal de que o Brasil mudou. Eu preciso dizer isso, nunca senti nenhum preconceito na Academia, nem antes e nem depois. Na campanha, não percebi nenhuma atitude contra ou a favor. Foi tranquilo. Fui aceito com muita tranquilidade. Diminuiu muito esse tipo de comportamento. O que não significa que determinados procedimentos na sociedade brasileira precisam ser combatidos e revistos.

O senhor vai deixar a Academia até dezembro. Conte uma novidade do que vai acontecer até lá?

A novidade é a eleição da nova diretoria, que ainda não está definida. A Academia é muito cuidadosa, só fala em diretoria em outubro, quando começam a aparecer os nomes. Existe um apelo para que os ex-presidentes voltem, como Ana Maria Machado, Nélida Piñon, Marcos Vilaça. Esses, pedimos sempre para que retornem, porque foram excelentes.

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