Flávio Ricco: fidelidade e coerência, as marcas de 'Sob Pressão'

Uma, 'Os Dias Eram Assim', e outra, 'Sob Pressão', revelam que, na sua teledramaturgia, a Globo está, cada vez mais, acertando no atacado e errando no varejo

Por O Dia

Rio - Ontem, a Globo exibiu o último capítulo de 'Os Dias Eram Assim', de Alessandra Poggi e Ângela Chaves, que procurou retratar um dos períodos mais tristes e conturbados da nossa história. Trabalho que, por absoluto acaso, teve até um pouco do "ame-o ou deixo-o", indecoroso e sem sentido slogan da revolução militar de 1964. Assim como existiram aqueles que odiaram, houve quem aplaudisse de pé. A boa audiência prova.

Hoje, chega ao fim a série 'Sob Pressão', realização conjunta, Globo - Conspiração Filmes, como um passo importante à frente da nossa dramaturgia, ao abordar assunto tão comum à grande maioria do povo brasileiro. Foi quase um documentário do cotidiano de muitos, que estão integrados ou são obrigados a se valer da precariedade do nosso sistema de saúde. E isto através de histórias muito bem amarradas, dirigidas na ponta da agulha e interpretações brilhantes de todo um elenco, encabeçado por Julio Andrade e Marjorie Estiano.

Uma, 'Os Dias Eram Assim', e outra, 'Sob Pressão', revelam que, na sua teledramaturgia, a Globo está, cada vez mais, acertando no atacado e errando no varejo.

Outro interesse

O campeonato francês, até aqui considerado de segunda linha entre os europeus, mudou de cara com a chegada do Neymar e a valorização do PSG. Os direitos para a transmissão da próxima temporada, de acordo com o meio TV, serão intensamente disputados.

Pega mal

Todo mundo sabe e conhece as dificuldades da Bandeirantes. Ainda mais quem está lá dentro. Num momento como o de agora, diretor circular com carro de quase meio milhão de reais, no mínimo, pega mal. Não tem sentido.

Passar o rodo

E se ontem aqui se falou da preocupação do dono Johnny Saad em se colocar ainda mais à frente do destino da Bandeirantes, hoje se pode afirmar que, mais do que nunca, há o interesse de meter mesmo o dedo na ferida. Além da TV, mudanças importantes estão previstas nas emissoras de rádio.

Não cai

A demissão do produtor musical Zeca MCA, peça importante do 'Manos e Minas', da TV Cultura desde a mudança de quadro para programa em 2008, não interfere na sequência do produto. "Diante dos questionamentos sobre o possível fim da produção do 'Manos e Minas', exibido aos sábados, às 19h30, a TV Cultura afirma que não cogita encerrar o programa", esclarece sua assessoria. 

Rapidinho

Com um ritmo de gravações bem acelerado, por causa dos seus muitos compromissos em outros países, Buddy Valastro encerra domingo os trabalhos de mais uma temporada do 'Batalha dos Confeiteiros' e pega avião para os EUA no mesmo dia. O programa estreia na Record em 2018.

Biografia 

Para ser fiel a verdade e cronologia dos fatos, o início do Marcelo Rezende na televisão não foi na TV Globo, como a maioria considera. Mas na TV Record carioca, participando como colunista de esportes do 'Noites Cariocas', apresentado por Scarlet Moon e Nelson Motta. 

Avançado no tempo 

O 'Noites Cariocas', em 1982, era bem avançado para o seu tempo. Tinha ainda as participações de Maurício Dias, Padre Lemos, Eduardo Mascarenhas, Fernando Carvalho, Carlos Eduardo Novaes e Sérgio Bernardes, além do Marcelo. E, de acordo, com o próprio Nelsinho Motta, dava-se o direito a certas liberalidades, como permitir ao Darcy Ribeiro contar da sua participação num concurso de punheta.

 

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