Filme da Turma da Mônica tem atores de verdade e estreia prevista para 2018

Longa 'Laços' começa a ser rodado em dezembro

Por O Dia

Rio - Há 50 anos, a Turma da Mônica vem entretendo e emocionando fãs de várias gerações. E depois de tanto tempo, a trupe mais querida do Brasil ainda traz novidades para seu público: os personagens vão pular dos desenhos e assumir formas em 'carne e osso'. O primeiro filme live-action (com personagens reais) da turma, 'Laços', começa a ser rodado em dezembro e chega aos cinemas em 2018. Baseado na graphic novel (espécie de livro de história também em quadrinhos) homônima mais vendida no mercado brasileiro, o longa é parte de uma trilogia repleta de aventuras e amizade. "A proposta foi das produtoras Quintal Digital e Latina Estúdio. Apoiei de imediato, porque estava em meus planos futuros a produção de filmes assim", lembra Mauricio de Sousa, o criador da turminha.

Gabriel Moreira%2C o Cascão%3B Kevin Vechiatto%2C o Cebolinha%3B Mauricio de Sousa%3B Giulia Benite%2C a Mônica da ficção%2C ao lado da real%3B e Laura Rauseo%2C a MagaliDivulgação

Entre quase duas mil crianças testadas em dez cidades brasileiras - a seleção começou com o cadastro dos pequenos atores entre 8 e 12 anos na plataforma oficial do filme, que recebeu 7,5 mil inscrições -foram escolhidas Giulia Benite e Laura Rauseo, de 9 anos, Kevin Vechiatto, 11, e Gabriel Moreira, 9, que serão respectivamente Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão. Mauricio aprovou as escolhas e se emocionou ao conhecer os pequenos.

"Foi um processo interessante, pois eles começaram a se tratar como os próprios personagens que vão interpretar, a falar como eles. Eu os vejo e vejo o que escrevia. Foi uma transmutação linda. E eles chegaram prontos para a ação", comenta. "Esse é um sonho sendo realizado com muito amor", completa o artista e empresário.

Mauricio aposta: "É uma história muito família e muito sensível. Com certeza, vai bater todos os recordes de bilheteria. Não tem quem não conheça os personagens".

A HISTÓRIA

Na telona, as aventuras da Turma e os laços de amizade começam a partir do desaparecimento do Floquinho, cachorro do Cebolinha - no filme, um cão da raça Lhasa Apso. Outra novidade é que o público pode acompanhar sua rotina e preparação através das redes sociais.

Fã declarado da Turma da Mônica, Daniel Rezende, em sua segunda direção - a primeira foi 'Bingo - O Rei das Manhãs' (pré-selecionado ao Oscar 2018) -, revela que o projeto 'o fisgou'.

"Eles fazem parte da minha história desde criança. Aprendi a ler com esses gibis. Meus personagens preferidos dessa época eram Cebolinha e o Louco. Quando li 'Laços', me perguntei como ninguém havia levado aquilo para o cinema", observa. "Além desse ineditismo, a possibilidade de transformar um ícone da cultura pop brasileira em 'carne e osso' e de construir histórias emocionantes, que eu pudesse ir ao cinema assistir com meu filho, foram os outros motivos que me fizeram estar no filme".

O diretor salienta que o critério de escolha do elenco foi além do perfil físico. "A atenção estava voltada em enxergar quem era o mais arteiro, quem era mais meigo, quem tinha personalidade mais forte. Queríamos achar a personalidade e o carisma primeiro".

MÔNICA PARA SEMPRE

A personagem Mônica foi inspirada na filha de seu criador, Mônica Sousa, atual diretora executiva da Mauricio de Sousa Produções. A musa inspiradora da menina mais empoderada dos quadrinhos deixa escapar sua empolgação quando imagina a personagem criada em 1963 eternizada no cinema.

"Mais do que a emoção de ver a obra do meu pai ser personificada e levada ao cinema é a alegria de conhecer a menina que viverá a Mônica", completa. A Mônica real fala do tamanho que a personagem ganhou. "Sempre digo que servi de inspiração para meu pai criar a personagem, mas que ela ganhou vida própria. A menina dos gibis, que tem entre seis e sete anos, se transformou em ícone de força feminina no Brasil, e é vista, por muitos, como símbolo da luta das mulheres por oportunidades iguais a dos homens. Essa menina empoderada, mais as outras personagens femininas da família Mauricio de Sousa, serviram de inspiração para criarmos o projeto 'Donas da Rua', que trabalha conceitos como a autoestima das meninas e seus direitos a oportunidades em um site colaborativo, onde elas podem enviar suas histórias", revela.

 

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