Nova geração de crianças é tema de filme

'A Menina Índigo' em cartaz nos cinemas, conta a história de uma criança sensível

Por O Dia

Família na ficção%3A Murilo Rosa%2C Letícia Braga e Fernanda MachadoDivulgação

Rio - O novo filme de Wagner de Assis, 'A Menina Índigo', chegou aos cinemas neste mês das crianças, trazendo no papel título uma menina para lá de sensível. O longa, protagonizado pela atriz mirim Letícia Braga, que brilhou no filme 'D.P.A: Detetives do Prédio Azul' e na minissérie 'Justiça', conta a história de Sofia,de sete anos, uma típica menina dos tempos atuais. Mas ela é diferente. Filha de pais separados, tem o desejo de 'curar' emocionalmente o pai (Murilo Rosa) para que ele volte a amar a mãe, vivida pela atriz Fernanda Machado.

REPENSANDO VIDAS

O filme conta como a menina modifica a vida de seus pais, da família, e de todos que a cercam, com sua visão e sensibilidade. "É a história de como uma menina provoca um choque nas relações familiares, ao obrigar a repensarem suas vidas", diz o autor-diretor, explicando a origem da expressão 'Índigo'. "Essa nomenclatura nasceu em meados dos anos 1980, vinda do estudo de uma psicóloga americana chamada Nancy Ann Taylor, que observava as auras, os campos energéticos e o comportamento dos seus pacientes, todos crianças", esclarece. "Pode-se chamá-las de qualquer nome, mas não se pode negar que os tempos atuais produzem seres com capacidades e possibilidades nunca antes vistas na nossa sociedade. E como são dias sombrios, como explicar que essas crianças tenham tanta humanidade, sensibilidade, senso de justiça e ética que independem do mundo que vêem ao seu redor?", reflete.

COMPORTAMENTOS NOVOS

O diretor afirma que a força da história vem justamente do desdobramento das relações da menina com os outros personagens.

"Uma nova geração que tem sido chamada de 'índigo', representada por Sofia, e que apresenta comportamentos novos, questionamentos sobre normalidade, posturas surpreendentes. E também, um olhar espiritualizado para todas as coisas", conta.

O roteiro apresenta também diversas questões que fazem parte da vida de Sofia e têm repercussão na vida real - como identificar talentos e necessidades dos filhos, qual o papel da escola nos dias de hoje, como educar, o que são distúrbios como DDA (distúrbio de déficit de atenção) e Hiperatividade.

"A grande questão reside na forma que essas crianças serão educadas e preparadas para o mundo, com a violência, a truculência e incapacidade de olhar individualizado", diz Wagner, levantado a questão: "Imagina uma criança com um potencial enorme sendo desperdiçado? Quanto isso pode ser prejudicial para ela e todos ao seu redor?Acredito que haja uma geração com mais potencial e evolução chegando ao planeta sim, mas é fundamental saber educar e criar essa geração. Porque senão eles podem não dar conta do projeto que trazem".

A temática da produção também ganhou Murilo Rosa de cara. "Este assunto é de extrema relevância. O universo familiar me interessa e me emociona. As dúvidas, questões que nascem dessas relações são fundamentais para que a família seja baseada em amor", opina o ator, pai de dois meninos.

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