MIMO completa 15 anos

Etapa carioca do festival tem shows de rap, rock e sons étnicos na Marina da Glória

Por O Dia

Rio - Nascido em Olinda há 15 anos, o Festival MIMO aterrissa pelo terceiro ano na Cidade Maravilhosa de hoje a domingo. Consolidado como o maior festival gratuito de música na América Latina, o evento traz neste fim de semana para a Marina da Glória um line-up que reúne atrações nacionais e internacionais.

Criado pela produtora cultural Lu Araújo, o MIMO surgiu com o propósito de trazer música de qualidade para um público diverso.

Emicida duas vezes no MIMO%2C ao lado de Rael e Capicua no Língua Franca (alto%2C D) e solo (ao lado). Acima%2C Criolo%2C outra atração do festivalDivulgação

"Nosso intuito sempre foi fugir do óbvio. Não ficamos presos a nomes de bandas americanas e inglesas. Gostamos de convidar artistas de todo lugar do mundo", conta a produtora.

E na busca para o lugar ideal onde os shows poderiam ser realizados, as históricas igrejas coloniais de Olinda chamaram a atenção da produção do evento. O tradicional casou com o moderno - e os shows foram realizados em igrejas como a Nossa Senhora do Carmo, Mosteiro de São Bento e a Igreja da Sé. "Juntamos outro tipo de cultura com a nossa e deu um samba bom", brinca Lu. 

PROGRAMAÇÃO

Na edição de 2017, o Festival traz hoje a cantora Aline Paes (às 18h30), a banda de rock Francisco, El Hombre (formada por músicos brasileiros e mexicanos, às 21h), a banda Konono Nº1, do Congo (às 22h), e o grupo Ondatrópica, da Colômbia (à meia-noite). Amanhã, é a vez do grupo Relógio de Dali (às 17h30), do cantor português Manel Cruz (19h), do músico malinês Vieux Farka Touré (20h30), do trio Língua Franca, formado pela rapper português Capicua e pelos brasileiros Emicida e Rael (22h) e pelo músico e cineasta Emir Kusturica e sua No Smoking Orchestra (meia-noite).

No encerramento de domingo, tem o músico baiano Russo Passapusso, da banda Baiana System (às 18h), o angolano Paulo Flores (às 19h30) e, encerrando, o rapper Criolo (às 21h).

CINEMA NO MIMO

Paralelamente aos shows, apresentações de concertos e filmes em pontos históricos da cidade, como as igrejas do Outeiro da Glória e da Candelária. Diretora do Festival desde 2004, Rejane Zilles é curadora do estival MIMO de Cinema, que ocorre paralelamente ao festival, e é dedicado a produções inéditas que tenham como fio condutor a música. 

São obras de diferentes gêneros, que ganham projeções ao ar livre, em telões, tendas, cineclubes e salas de exibição. No Rio de Janeiro, a parte de cinema do festival vai acontecer no Odeon, na Cinelândia.

Criolo é uma das atrações do festival cultural Divulgação

As sessões de cinema terão presença dos diretores das obras. Entre os filmes selecionados, estão obras como 'Torquato Neto - Todas As Horas do Fim', de Eduardo Ades e Marcus Fernando (sábado, às 18h), 'Sotaque Elétrico', de Caio Jobim e Paulo Francischelli, sobre guitarristas brasileiros (domingo, às 16h), 'Fevereiros', de Marcio Debellian, sobre a homenagem que a Mangueira fez a Maria Bethânia em 2016 (domingo, às 18h). "A parte de cinema do festival nasceu junto com ele e foi crescendo. Hoje recebemos filmes do Brasil inteiro e desde 2010 realizamos uma comissão de seleção", conta Rejane.

EDUCAÇÃO

A Etapa Educativa é outro ponto importante do festival. O MIMO promove workshops, palestras e oficinas. As atividades se destinam aos estudantes e profissionais selecionados pela coordenação pedagógica do evento. Os artistas convidados para cada edição conduzem as aulas, abordando os novos métodos de educação musical e estimulando o apuro técnico, a expressão artística e o enriquecimento de repertório. As inscrições são gratuitas. 

A programação completa com horário e local do MIMO está disponível no site do evento - www.mimofestival.com.br. A entrada no evento só poderá será feita mediante a retirada de ingressos.

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