Daniela Galli conta que evitou lugares para escapar da ira dos internautas

Atriz vive a racista e fútil Malu em 'Malhação'

Por O Dia

Rio - Gananciosa, egocêntrica, antiética, racista, falsa, invejosa, classista, infiel e manipuladora. Essas são apenas algumas características de Malu, a detestável personagem de Daniela Galli em 'Malhação: Viva a Diferença', da Globo. "Adoro ir à feira e andar na rua. Mas evitei de pegar metrô enquanto estavam no ar as cenas de racismo contra Ellen. Antes e depois desse bloco, as pessoas falam que odeiam a minha personagem, e pedem para tirar foto comigo", conta Daniela Galli, aos risos.

Daniela GalliDivulgação

HUMILHAÇÃO

A sequência a que a atriz se refere provocou a ira de quem acompanha a novelinha. Malu, a orientadora do colégio, recebe a nova aluna Ellen (Heslaine Vieira), que passou para a instituição com nota máxima em um teste. Antes da estudante entrar na sala de aula, a educadora desmerece o feito da jovem e diz que, apesar da ótima nota, a garota só entrou na escola de favor e que, enquanto Ellen passa as férias em casa, seus colegas viajam para Nova York.

"A Malu é mestre em dizer as piores coisas do mundo como se não fosse nada. Aquela fala foi muito difícil para mim, o racismo é inadmissível, a Ellen já tinha conquistado a bolsa que tentei impedir, por que tem que minar a confiança da menina de entrar na sala? Terminamos a cena, eu abracei a Ellen e pedi desculpas. Me deu um embrulho no estômago", conta a atriz.

Malu (Daniela Galli) humilhando Ellen em 'Malhação'Divulgação

REVOLTA

Nas redes sociais, os fãs são mais afoitos. Enquanto no Instagram os seguidores são um pouco mais contidos, no Twitter eles perdem a linha de vez. "Os comentários vão desde 'Daniela, parabéns pelo trabalho' a 'Tenho vontade de vomitar', ou 'tinha que ralar a cara dessa mulher na rua'", lembra Daniela, impressionada. "Tem dias que dou um mergulho no mar para que o sal ajude a tirar essa carga", completa a loura, com bom humor.

Daniela Galli - que, apesar do sobrenome, não tem nenhum parentesco com a também atriz, e colega de elenco, Malu Galli - conta que vê a repercussão como um fator positivo. "É um elogio ao trabalho. Ficaria preocupada se não acontecesse. Pensaria que não estou fazendo meu trabalho como deveria ou então que a sociedade está maluca por gostar de alguém que faz essas coisas", afirma ela, que é natural de Campinas (SP).

RETORNO

Ainda que, na história de Cao Hamburger, Malu tenha conseguido vitórias como puxar o tapete do colega Bóris e conquistado o cargo dele e se tornado orientadora do colégio, ela também paga por suas maldades. "Eu acredito que a gente colhe o que planta. A Malu já recebe coisas ruins. Ela está conquistando ódio e revolta dos alunos e de gente em volta. Ela não percebe, mas o retorno vem, e até eu vou comemorar".

BROADWAY

Formada em Arquitetura e Urbanismo, Daniela já atuou como cenógrafa na Broadway, no Lincoln Center for The Performing Arts, em Nova York, nos Estados Unidos, e no circuito off-Broadway, como são chamados os teatros menores do que o famoso palco americano. "Tive grande chance de trabalhar com profissionais, atores, cenógrafos e diretores incríveis. Saí do Brasil arquiteta e voltei atriz", lembra ela, que ficou oito anos em Nova York.

A volta para o Brasil veio sacramentada quando ela foi aprovada para se apresentar em um espetáculo na Broadway, mas como ainda não tinha o green card - ela estava no processo para o visto de residência permanente nos Estados Unidos há um ano e meio - teve que dar adeus à vaga. "Pensei: 'Quem sabe não é o momento de eu ir para o Brasil?' Queria atuar no Brasil na minha língua. E foi o que eu fiz", comemora ela, que já tem o green card. De volta à terra natal, Daniela, que estreou na TV em 2006, na novela 'Páginas da Vida', da Globo, fez 'Mandrake', série da HBO, e ficou sete anos trabalhando nas produções da Record. "Fui muito feliz", resume.

FAMÍLIA

Aos 43 anos e mãe do pequeno Gabriel, de 2 anos e meio, do casamento com o cientista de computação Yuri de Wit, Daniela acha que cada fase da vida tem a sua beleza. "Me sinto muito menina, embora mais madura", frisa. E não descarta a possibilidade de aumentar a família. "Já conversamos sobre isso. Gostaríamos que o Gabriel tivesse um irmão ou irmã. Estou com 43 anos e supersaudável, trabalho muito e estamos muito felizes. Vamos ver", desconversa, entre risos.

 

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