Festival de hip hop no Catete

12ª edição do festival de hip hop Arena Híbrida começa nesta quinta-feira e vai até domingo

Por O Dia

Rio - Começa hoje a 12ª edição do festival de hip hop Arena Híbrida. O Teatro Cacilda Becker (Rua do Catete, 338, Catete) recebe pela primeira vez o evento, que já faz parte do calendário oficial de danças urbanas no Rio. Desta quinta até domingo (3), o público terá acesso a aulões, oficinas, workshop e debate gratuitos, além de mostra coreográfica e batalhas de break dance e de hip hop a preços populares: R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia.

Desta quinta até domingo (3)%2C o público terá acesso a aulões%2C oficinas%2C workshop e debate gratuitosDivulgação

O festival, hoje um dos maiores do Rio, partiu de uma simples confraternização entre o idealizador Renato Cruz e seus alunos do projeto social "Arte é o melhor remédio", no Morro do Turano. "Cresceu muito até virar, de fato, um festival, na 5ª edição", explica. Por conta do alcance, o Arena Híbrida precisou reduzir sua realização de duas para uma vez ao ano. Em 2017, cerca de 300 pessoas esgotaram as vagas para as atividades gratuitas em menos de 24 horas.

A preparação começa seis meses antes do evento, de acordo com Cruz. A Companhia Híbrida escreve o projeto e o submete à lista de incentivo à cultura para captar recursos com empresas. Depois desse processo, a organização define as exibições de cada noite, os detalhes das aulas e a data de inscrição. "O festival é uma grande celebração da cultura hip hop e das danças urbanas. Assim que acaba, já perguntam quando é o próximo. Fomenta a cadeia de produção e de emprego, com dançarinos, jurados e professores", resume o idealizador.

A 12ª edição do festival abrirá a programação da ocupação "Desmistifique sua Dança: passinho, danças urbanas e tecnologia", instalada no Teatro Cacilda Becker durante todo o mês de dezembro. No primeiro dia, haverá aulões de três estilos de dança, a partir das 17h: stiletto, com Juliana Donato; vogue, com Paula Zaidan; e passinho, com Sheik.

O segundo dia do evento se inicia às 14h com as oficinas de jazz funk, com Tago Oli; house dance, com Leozin Laureano; hip hop dance, com José Rodrigues; e dance hall, com Nayane Fernandes. Às 20h ocorre a mostra coreográfica, que reúne apresentações de oito companhias selecionadas pela organização. No sábado, mais oficinas a partir das 13h: jazz funk, novamente com Tago Oli; lockin, com JP Black; hip hop dance, com Henrique Bianchini; dance hall, mais uma vez sob o comando de Nayane Fernandes; e hip hop coreografia, com José Rodrigues. A fase de oitavas de final das batalhas de hip hop e de breaking começa às 19h.

O último dia da Arena Híbrida chega recheado de atrações desde as 11h, com workshop de breaking. Na sequência, a última sessão de oficinas: hip hop, com Henrique Bianchini; lockin', com JP Black; e house dance, com Leozin Laureano. Às 16h40, debate com o tema "Passinho, vogue, charme e outros bichos: modos de usar". Para fechar o festival, a partir das 19h, acontecem as fases finais das batalhas de hip hop e de breaking. Diferentemente de outras competições, que costumam bonificar apenas os três primeiros, a premiação da Híbrida contempla todos os participantes, e o valor é proporcional à colocação de cada um. Os campeões ganham R$ 1.200. 


*Reportagem do estagiário Guilherme Bianchini

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