Por thiago.antunes

Rio - Uma das sobremesas mais procuradas do verão vem conquistando novos paladares. De salmão, morango, bacon ou leite, o sorvete entrou de vez para o cardápio do melhor amigo do homem. O petisco, conhecido nos Estados Unidos e Europa, começou a ser fabricado em 2010 no Brasil. A empresa paulista Ice Pet é pioneira na fabricação e distribuição da iguaria.

“As receitas são desenvolvidas, avaliadas e atestadas por nutricionistas veterinários”, explica o atual proprietário Paulo Silva. A marca é registrada na Anvisa e no Ministério da Agricultura. “O sorvete é feito à base de leite de soja. Não tem contraindicação, pois é 0% açúcar e gordura”, garante o pernambucano de 40 anos.

Zafir%2C de 3 anos%2C prefere o sorvetinho de morango que saboreia toda semana. O cão também tem um ventilador para espantar o calor do verãoMaria de La Gala / Agência O Dia

Zafir, um Golden Retrievier de três anos, já tem até sabor preferido. “Ele adora o de morango”, entrega a publicitária Ruth Helena Soares, 55, ‘avó’ do cãozinho. No apartamento onde moram, Zafir é dono do próprio ventilador e alivia o calor com sorvetes toda semana. “Descobrimos que ele gostava quando roubou o picolé do meu filho”, diverte-se Ruth. O costume de tomar sorvete comum foi abolido quando Zafir se sentiu mal. “Ele é muito calorento e ficávamos com pena. O sorvete específico é ótimo por que não agride o intestino. E ele acaba com tudo em uma lambida!”, diz a dona, satisfeita.

Bo, Monte e Zara também não dispensam o geladinho — que disputam à patadas — nos dias quente do Rio. “Eles adoram! O Bo toma sorvete desde filhotinho”, conta Fábio Dionísio da Silva, de 25 anos, que passeia com cães há nove.

A veterinária Sabrina Sylvain Ribeiro, 36, da PetSaúde, revela que o sorvete não pode substituir a ração. “Não tem nível nutricional suficiente e deve mesmo ser considerado um petisco”. A especialista explica que o sorvete comum não é indicado por que inclui gordura hidrogenada e açúcar na composição. “É calórico e agride o pâncreas”, ensina.

Fábio Dionísio passeia há nove anos com os cães Bo%2C Monte e Zara%2C que também não dispensam a sobremesa geladinha nos dias quentes Maria de La Gala / Agência O Dia

Morango é um dos favoritos

Gerente há três anos da loja de animais Pet Fun, em Ipanema, Simone Rampazzo, 41, vende no verão cerca de 50 potinhos por semana. Cada pote de 100 ml custa R$ 9,20. “Os potinhos saem muito no verão. Há clientes que vem só para comprar o sorvete. Coco e morango são os favoritos ”, diz. Para deixar os bichos ainda mais fresquinhos, ela aconselha passeios somente pela manhã e à noite. “Das 6h às 7h, ou depois das 20h quando o sol já foi”, indica Sabrina. 

Segundo ela, as raças com focinho achatado, como o Buldogue e o Pug, têm mais dificuldade de liberar o calor do corpo. “É importante deixá-los à sombra”, explica. De acordo com ela, o ar-condicionado está liberado. “Menos para os que tem bronquite alérgica”, alerta a veterinária.

Exercício deve ser evitado sob sol quente

O presidente da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais, Joel Osório, avisa que fazer exercícios pesados sob o sol quente é perigoso. “O esforço, sobretudo de animais idosos, pode levar ao óbito”. Cães de pêlo longo, como Husky Siberiano, devem ser tosados. “Perdem glamour, mas ganham em saúde”. Já os gatos precisam ter a água fresca. “Troque várias vezes ao dia e ponha pedrinhas de gelo.

Reportagem de Larissa D'Almeida

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