Por gabriela.mattos
Publicado 04/02/2017 00:27 | Atualizado 04/02/2017 21:54
A analista de RH Aline Vitorino (de preto) pratica pole beach com Jennifer Santos%2C na Praia de Icaraí Divulgação

Rio - O pole dance, que ficou conhecido nas academias e estúdios, está ganhando espaço nas praias cariocas. Nas areias, a atividade ganhou o título de pole beach, uma prática já muito conhecida na Europa e que deve ganhar força no Rio de Janeiro. A dança teve a sua origem ligada à prática do mallakhamb, uma espécie de ioga praticado em um poste de madeira e com cordas, ginástica tradicional indiana. Durante o tempo, foi se moldando e ganhou o formato de como a conhecemos hoje. Mas neste verão ela vem com uma nova proposta, a atividade ao ar livre.

Amanhã, às 16h, o estúdio Pole & Art Studio, de Niterói, fará da Praia do Arpoador uma grande oficina de pole dance. A dona da academia e organizadora do evento, Miriam Gonçalves, de 40 anos, diz que os encontros na Praia de Icaraí, em Niterói, já viraram uma programação habitual das alunas. “Fizemos algumas vezes aqui na praia e também no Campo de São Bento. Desta vez, eu e minhas alunas resolvemos atravessar a ponte e fazer o encontro em Ipanema. Também tive a ideia de chamar academias do Rio para participar”.

Palco móvel

Para o encontro de pole beach, Miriam precisou desenvolver uma estrutura, feita com um pequeno palco móvel com uma barra ferro de 100 Kgs e um bambolê. “O pole dance nesse círculo redondo é chamado de Lollipop e o nosso estúdio é o primeiro do Rio de Janeiro a tê-lo”, conta a dona. As pessoas vão poder ver apresentações, tirar fotos e se aventurar na barra com auxílio de instrutoras.

Além disso, haverá aulas de afrovibe e acroyoga. O afrovibe é uma dança, que mistura ritmos africanos e cubanos. “É uma ideia diferente e joga a energia lá para cima. Faz a gente trabalhar o cardiorrespiratório, tonificação dos membros sem usar peso externo, apenas o corpo. Uma hora de aula, se perde de 600 a 700 calorias”, afirma Miriam. Já a acroyoga são acrobacias, que requerem uma boa concentração do aluno.

A organizadora fala sobre a expectativa para o evento. “O legal é a visibilidade que gera e também para desmitificar o esporte. O pole dance dá uma liberdade tão boa, que a gente pode fazer em qualquer lugar, mesmo na praia. Esperamos que as pessoas que estejam passando se interessem”. O evento irá recolher doação de ração para gatos e cachorros para levar para instituições.

“Pratico exercício ao ar livre e queimo muitas calorias”

A analista de RH Aline Vitorino, de 33 anos, pratica o pole dance há dois anos e meio. Para ela, o exercício transformou sua vida. “A primeira coisa que muda é o pensamento, porque é diferente de tudo que já vi. Eu era muito sedentária. Com 31 anos, vi que meu corpo estava precisando. Além disso, desconstrói vários pensamentos sobre a dança e melhora a alimentação, porque você precisa estar bem para praticar os movimentos”, explica a adepta.

Aline ressalta que o pole beach melhora a dinâmica das aulas. “É bem bacana porque tenho a possibilidade de fazer os exercícios ao ar livre, tenho interação com outras meninas de turmas diferentes e queimo caloria para caramba”, brinca a analista de RH.

Reportagem da estagiária Marina Cardoso

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