Eliminado, Adrilles nega perseguir mulheres na web: 'Só cortejo'

Poeta também afirmou que não é gay: 'Sou esquisito'

Por O Dia

Rio - Eliminado no paredão contra Cézar, Adrilles negou em entrevista coletiva nesta terça-feira que seja um perseguidor de mulheres na Internet. "Não sou stalker, só cortejo mulheres", disse Adrilles. A polêmica começou logo que o poeta foi anunciado como participante do "BBB" e algumas mulheres foram à imprensa denunciar o comportamento de Adrilles.

Adrilles foi eliminado em paredão contra Cézar na noite desta terça-feiraReprodução


Ele também negou que tenha enviado uma carta anônima para acabar com o futuro casamento de uma mulher por quem se apaixonou. "Isso é falso, isso é leviano, isso é abuso. Essa mulher nunca me disse: 'se afaste de mim'. Tenho respeito, carinho, estudei com ela, trabalhei com ela. Nunca fui stalker, tive uma paixonite e nunca cobrei nada dela. Ela estava para casar com uma pessoa, depois casou com outra, mas eu nunca mandei carta anônima", garantiu.

Com seu jeitão diferente, Adrilles deixou algumas pessoas em dúvida quanto a sua sexualidade. No entanto, ele garante que não é gay. "Não sou gay. Sou esquisito. Eu fui criado por avó e tia, sempre no ambiente feminino, e talvez até tenha sido um pouco mimado. Eu tenho um jeito estranho e não tenho culpa da minha voz ser fina. Mas eu sofro pelas mulheres. Talvez, se eu fosse gay, eu até seria mais feliz porque eles são mais contentes. As pessoas têm de aprender com os homossexuais a encontrar nas pessoas erradas as pessoas certas. Eu busco nas pessoas erradas um erro mais acertado", disse.

Ao descobrir que Fernando teve uma grande participação em sua indicação ao paredão, Adrilles perguntou: "O Fernando era tão terrível assim?". No entanto, o poeta disse que não pode julgar o que não sabe. "Não posso perceber o que eu não vejo. Sempre tive desconfiança em relação a ambiguidade sentimental dele, um cara que diz que vai casar com uma menina e depois fica com outra. Mas não posso desconfiar essencialmente da intenção", disse.

Adrilles ganha um abraço de Pedro Bial após ser eliminadoReprodução


"A minha identificação maior foi com a Amanda. Acho que a entrega dela a uma paixão utópica ao Fernando é que fez me identificar com ela. Ela foi capaz de perdoar um cara que eventualmente queria ela fora do programa. Agora, o meu melhor amigo lá dentro era o Marco. O Fernando até ficou mais próximo de mim. Na minha frente ele era um cavalheiro e a gente trocou muita ideia, mas não posso fazer julgamentos prévios por algo que não vi. Posso pecar pela ingenuidade, mas talvez seja um vício da poesia acreditar no ser humano ainda que ele se prove decepcionante no final", completou.

Adrilles se encantou por Tamires no confinamento, mas admite que não teria um relacionamento com ela fora da casa. "Foi uma paixão utópica e insana. Continuo encantado por ela, mas ela é completamente diferente de mim e jamais daria certo. Eu estou fora do gosto pessoal dela e sei disso. Eu poderia até ficar com ela. Eu sou um ser verbal, preciso me expressar, e o único problema que tive foi quando ela me proibiu de me expressar. Quanto ao direito de se apaixonar e até de sofrer por alguém é um direito ao qual eu me restrinjo. Quando alguém me proibe disso, soa como censura afetiva", disse.

Com Mariza, o poeta garante que sua relação foi apenas de amizade. "A amizade é uma relação madura, é o grande afeto. Já a relação entre o homem e a mulher tem essa coisa de um querer devorar o outro, de transformar a relação numa prisão cativa. Embora a Mariza seja um pouco ciumenta, na amizade você troca confidências e se entrega de uma maneira mais calma, se doa. Quando ela saiu, eu fiquei desesperado". 

Agora que foi eliminado, a torcida de Adrilles vai para Amanda. Mas ele acredita que o grande vencedor será Cézar. "Eu acho que ele tem uma belíssima história lá fora, mas lá dentro ele ficou sozinho e se isolou. Ele tem dignidade e uma vida de luta sensacional. Também tem aquela história mítica do cara que sempre lutou e morreu na praia. E é disso que o público gosta, mas ele é um personagem. Ele faz aquele discurso como se fosse um político dos anos 1940 e é caricato. Pessoalmente, eu torceria para a Amanda, mas tenho que rever tudo o que aconteceu na casa".

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