Por cadu.bruno
Publicado 02/06/2013 16:59 | Atualizado 02/06/2013 18:20

Rio - Numa feijoada histórica, com a presença ilustre de Paulinho da Viola e visitantes do quilate de Nelson Sargento, baluarte da coirmã Mangueira, a Portela celebrou 10 anos do rega-bofe comandado por Tia Surica e anunciou o tão esperado enredo para 2014, já sob a batuta do novo presidente, Serginho Procópio. 

A Azul e Branca de Madureira levará para a Avenida o enredo ‘Um Rio de Mar a Mar: do Valongo à Glória de São Sebastião’, que contará a história do Centro do Rio, do cais onde aportavam os escravos africanos no século XIX às obras do Porto Maravilha tocadas pelo prefeito Eduardo Paes, ilustre portelense.

O recém-inaugurado Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, não ficará de fora da festa portelense.

Paulinho da Viola, só aos 70 anos, foi homenageado com título de benemérito: ‘É preciso cuidar da Portela’João Laet / Agência O Dia

“A Portela está entrando numa nova era. Confio muito que a nova diretoria vai fazer a nossa escola voltar a ser a Portela e colocá-la no lugar de onde nunca deveria ter saído”, disse uma emocionada Tia Surica, que já não pilota mais o fogão à lenha como outrora, mas ainda dá o veredicto para que o feijão saia como o da saudosa Tia Vicentina.

Por falar no evento criado pela baluarte que ficou famoso através da música ‘Pagode do Vavá’, de Paulinho da Viola, o compositor roubou a festa em Madureira. Homenageado com o título de benemérito somente agora, aos 70 anos, o mestre levou portelenses às lágrimas na quadra lotada.

Paulinho da Viola entre Waldir 59 e Serginho Procópio e ao lado de Jane%2C Tia Surica e Falcon%3A festa na PortelaJoão Laet / Agência O Dia


“Eu sempre venho emocionado quando venho à Portela. Estou muito feliz e honrado com este título. E fico pensando nos amigos que infelizmente se foram sem poder receber esta honraria. Penso que a Portela é muito maior do que todos nós. Não é uma escola de samba, mas uma escola de vida e precisa ser preservada. É nisso que temos que pensar. Ganhar Carnaval é ótimo, mas é preciso cuidar da Portela”, pediu Paulinho.

Após sete décadas de encontros e desencontros com a escola de coração e muitas lágrimas derramadas, o mestre ouviu o povo emocionado cantar seus sambas. Ao lado das filhas, Paulinho sorria. Era o sinal de que a Águia já respira novos ares.

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