Feliz na Tijuca, Ana Paula Evangelista não guarda mágoas da Mocidade

Ex-rainha de bateria da Não Existe Mais Quente mostra empolgação com o posto de musa tijucana e minimiza saída da Verde e Branca: 'A instituição não tem culpa nenhuma'

Por O Dia

Rio - Ana Paula Evangelista reinou por sete meses à frente da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel. No entanto, o sonho não chegou à Sapucaí e a beldade acabou sendo desligada do cargo a cerca de um mês do Carnaval. A despedida não agradou parte dos integrantes da escola, que chegaram a ameaçar um protesto, mas o fato não fez a morena guardar nenhum ressentimento com a Verde e Branca. Confirmada como musa da Unidos da Tijuca para o desfile deste ano, ela garante que a felicidade maior é por se manter no espetáculo.

Ana Paula Evangelista será musa da TijucaRicardo Almeida / Divulgação

"Não sou uma pessoa que guardo mágoas e também sei que a instituição não tem culpa, muito menos a comunidade que me elegeu rainha. Me senti amada e valorizada (sobre a possibilidade de protestos), foi a prova que eu estava ali porque eles queriam que eu estivesse. Agora melhor impossível. Como eu já havia desfilado na Tijuca anteriormente, muitas pessoas torciam p o meu retorno. Depois de tudo isso que aconteceu até quem não era próximo se aproximou p dizer que estava feliz com a minha presença na escola", comentou Ana, que chegou a receber convites de outras escolas antes de confirmar a presença no desfile tijucano.

"Recebi convites de algumas escolas, mas optei pela Tijuca por ter sido lá que iniciei a minha trajetória como musa no Carnaval. Foi lá também que descobri o que é ter uma família no samba, sempre fui muito bem tratada por todos", acrescentou.

Faltando 12 dias para o desfile da Tijuca, a rotina de Ana Paula está cada vez mais agitada. Confiante num grande desfile, a musa admite que a recente mudança aumentou a quantidade de compromissos. O desejo agora é de chegar na Sapucaí e vivenciar uma grande apresentação da escola que levará o enredo "Acelera, Tijuca!".

"A expectativa é grande. A Tijuca é uma grande escola e já vem para disputar títulos há alguns anos. Agora não será diferente. Até o nosso barracão já esta pronto há bastante tempo. Eu sempre tive uma rotina muito agitada, mas o que aconteceu acabou desagradando não só a minha comunidade, mas todo o mundo do samba. Agora é correria e os meus compromissos só aumentaram", comentou.

Prestes a chegar ao desfile da Tijuca, Ana Paula, no entanto, revela que o sentimento pela Mocidade permanece vivo. Torcedora da Verde e Branca, a musa ressaltou que toda a experiência dos últimos meses fizeram parte de um de seus grandes sonhos e ficará marcada pelo resto da vida.

"Meu sonho era ser rainha de bateria da escola que eu sempre torci. É a escola do bairro em que nasci, de onde cresci. Era isso que faltava para completar minha carreira como sambista e considero que meu sonho foi praticamente realizado. Reinei durante sete meses, sempre presente com a minha comunidade. Sempre recebi muito carinho lá e não serão três semanas que irão apagar tudo o que eu vivi. Para nós, sambistas, esses momentos são até mais importantes que o próprio desfile", desabafou.

Ana Paula Evangelista foi rainha de bateria da Mocidade durante sete mesesDiego Mendes / Divulgação


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