Por bianca.lobianco

Rio - O que todo mundo quer saber, O DIA revela. Parte dos segredos das comissões de frente, que são guardados a sete chaves pelas escolas, foram desvendados. A Unidos da Tijuca, a mais sigilosa de todas as agremiações, vai abrir o desfile com uma corrida maluca. Dois carros reais — um de kart e outro de Fórmula 1 — serão usados pelos balarinos para simular uma competição. Na Acadêmicos do Grande Rio, um tripé de 50 metros de largura, em formato de canhão, vai lançar acrobatas em tempo real.

A Mangueira promete trazer a comissão mais diferente de todas as escolas. E a diferença está na simplicidade. Na contramão de todo o aparato tecnológico e efeitos especiais das agremiações, a Verde e Rosa será a única que não terá tripé. A aposta é na coreografia e desenvoltura dos 15 bailarinos. “Nossa comissão é original, não terá luxo”, define o coreógrafo Carlinhos de Jesus, que utilizará um objeto mutante entre os dançarinos. “Este objeto vai aparecer e sumir na Avenida várias vezes. Vamos montá-lo ali na hora”, completa.

Na União da Ilha%2C quatro dos 20 dançarinos são estrangeiros%2C que farão acrobacias e números circenses Divulgação

A União da Ilha, com enredo sobre brinquedos, trará um tripé em formato de baú e quatro dos 20 dançarinos estrangeiros: um casal australiano do Cirque du Soleil, especializado em números aéreos, e duas húngaras, que fazem acrobacias com cordas. “Não será uma comissão infantil. Vamos despertar a memória da criança que existe nas pessoas”, explica o coreógrafo Jaime Arôxa.

Na Mocidade, a comissão será em clima futurista, com direito a um tripé de nave espacial. Já na Impetratriz, o carro utilizado fará uma alusão a um tabuleiro de futebol. O Salgueiro, com seus 15 dançarinos, representará os guardiões da natureza com um tripé simulando o planeta Terra. Quatro bailarinos vão simbolizar a água, o fogo, a terra e o ar.

Na Beija-Flor, conforme O DIA antecipou na semana passada, os efeitos da comissão de frente serão comandados por controle remoto. Vários robôs, que foram importados por Boni, o homenageado da escola, vão interagir com os dançarinos. O tripé será os Jardins da Babilônia e, acima dele, um enorme tabuleiro de xadrez terá como peças, os próprios bailarinos.

A composição de 50 metros que será utilizada na comissão da Grande Rio é o grande desafio para o coreógrafo Saulo Finelon. “Estamos tomando todos os cuidados com a composição. É uma logística bem difícil, mas tenho certeza que vai causar impacto”, conta Saulo, que promete um grande espetáculo com seus 22 componentes. “Está tudo impecável, desde a cenografia até o figurino”, completa.

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