Antes do fim do desfile, carnavalesco Cid Carvalho anuncia saída da Vila

Escola de Noel sofreu com a falta de fantasias em desfile

Por O Dia

Cid está fora da Vila IsabelFernando Azevedo / Divulgação

Rio - Mesmo antes do problemático desfile da Vila Isabel, nesta segunda-feira, na Marquês de Sapucaí, o carnavalesco Cid Carvalho anunciou a sua saída da escola. Ele passou no fim da agremiação, bastante abalado emocionalmente e discutindo com um diretor de harmonia da escola.

"Depois de tudo que aconteceu, não tem mais clima para eu ficar, estou fora, tentei terminar o Carnaval de forma digna", afirmou.

O carnavalesco responsabilizou o ateliê contratado para fazer as fantasias da escola pela falta de roupas no desfile. Segundo ele, como carnavalesco, sua parte é "só criar".

"Eu não sei nem o que faltou. Não sou responsável por isso. Só quero deixar registrado o meu profundo respeito aos funcionários da escola que não se negaram a fazer nada, mesmo com as dificuldades. Eles são nota dez", disse, na dispersão do Sambódromo. Porém, ao ser questionado se continuaria na escola, Cid não respondeu nem que sim nem que não.

“Vou tirar férias. Agora, só quero que a Vila Isabel esteja sábado no desfile das campeãs. A posição não importa."

Com problemas no planejamento para o Carnaval, Cid chegou a sair da escola, mas voltou a dois meses para o desfile. Agora, está de saída novamente. Esta é a segunda vez consecutiva que a Vila Isabel perde seu carnavalesco. Em 2013, a escola desfilou em meio ao polêmico processo de saída de Rosa Magalhães.

O presidente da escola, Wilsinho Alves, negou-se a falar com jornalistas no fim do desfile.

Segundo alguns integrantes da Vila, uma ala da escola foi retirada do desfile por conta da falta de fantasias. Alguns membros da escola desfilaram sem as peças e outros com fantasias sem acabamento. 

>>>GALERIA: Confira fotos do desfile da Vila Isabel 

Entre os componentes que não tiveram suas fantasias , o clima era de revolta ao deixar a Passarela do Samba com as roupas improvisadas.

"Fizemos tudo certo, nos falaram que era para respeitar a escola, não faltamos a um ensaio e nos deram esse pijama mal costurado para desfilar", disse a representante hospitalar Luciana Guimarães, de 43 anos, que desfilaria com uma fantasia de água-viva, na segunda ala, que não chegou a tempo, comprada por R$ 170.

Sua amiga portuguesa, Lurdes Faria, de 45 e professora de matemática, disse que estava desapontada com a expectativa que tinha sobre desfilar no Carnaval.

"Quis entrar na Avenida porque o Carnaval lá fora é muito falado e quis ver como era, mas me desiludi. Espero que isso não aconteça de novo. Nessa escola não desfilo mais", declarou, afirmando também que funcionários da agremiação lhe disseram que o dinheiro da fantasia não seria devolvido.


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