Por rafael.arantes

Rio - As eleições do Salgueiro duraram menos de uma hora até que Regina Celi fosse aclamada, no entanto, o caos pode vir à tona num momento pós-urna da Vermelha e Branca. O ex-intérprete Quinho e o ex-presidente Fu decidiram entrar na justiça para tentar anular a eleição da presidente que foi aclamada às 9h45 do último domingo e, além da questão judicial, as relações pessoais também parecem terem sido afetadas.

Regina é ex-mulher de Fu, que já presidiu o Salgueiro no passado, e sempre aparentou um bom relacionamento com Quinho, ícone do microfone da Vermelha e Branca. Agora, no entanto, o cantor parece ter deixado para trás qualquer sentimento amistoso com a mandatária. Em conversa com O DIA na Folia, ele fez duras críticas à presidente e sua postura no pleito do último final de semana.

Indignado%2C Quinho criticou a presidente ReginaAlex Nunes / Divulgação

"A Regina fala tanto em democracia mas, na minha cabeça, ela não sabe o que significa isso. Deve ir na padaria e pedir um pouquinho. Ela não deixa as pessoas expressarem o que querem de verdade e está transformando o Salgueiro em algo pior do que Cuba e até que uma ditadura. Me privou do direito de concorrer, mudaram um estatuto, fingiram que eu não existo. Por que eu não seria capaz de comandar a minha escola? Estou no samba desde 1974. E ela?", disparou.

Impedido de concorrer à presidência pelo fato de ter perdido a carteira de sócio do Salgueiro (cantor não se recadastrou no processo iniciado pela escola em 2012), Quinho sequer pensa na situação quando o assunto é sua presença na eleição. O desejo do ex-intérprete é promover um novo pleito para buscar o posto de mandatário.

"Eu quero esse direito. Tenho 23 anos de escola, pô! Eu não quero tirá-la das urnas não, quero ver ela me ganhar lá. Se ela vencer eu continuarei batendo palmas para ela e para o meu Salgueiro", disse.

Sobre a aclamação em si, Quinho chega a questionar a forma como a escola chegou ao pleito. Segundo ele, a eleição salgueirense conteve uma série de irregularidades: "A comissão eleitoral é formada por beneficiários dela, o estatuto foi alterado sem aprovação de alguns beneméritos... Eu que estou falando, pode colocar aí. Nem concorrer ela poderia. E os associados? Os 1.371 sócios não estiveram lá votando".

O Salgueiro, por sua vez, ainda não se pronuncia sobre o caso. A escola aparenta tranquilidade sobre o assunto e se baseia no atual estatuto e nas regras do pleito realizado no último domingo, ambos divulgados no site oficial (www.salgueiro.com.br?), para garantir a legitimidade do pleito. Aclamada oficialmente, Regina já projeta o próximo Carnaval da Vermelha e Branca, o primeiro de seu terceiro mandato no comando da agremiação.

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