Por nicolas.satriano
Publicado 29/01/2015 00:05 | Atualizado 29/01/2015 03:15

Rio - Um dos momentos mais emocionantes do desfile da Mangueira promete ser a ‘passagem’ de Dona Neuma (1922-2000) pela Avenida. É isto mesmo que você leu. Convidada pela diretoria, Márcia da Silva Machado, de 66 anos, a Guezinha, filha da lendária baluarte, terá a missão de interpretar a mãe, que é citada no samba-enredo. Para causar mais impacto, o carnavalesco Cid Carvalho preparou figurino e caracterização especiais. Já a irmã de Neuma, Tia Cecéia, 91, ainda não sabe se poderá desfilar por causa da saúde debilitada.

Iluminação Moderna

A iluminação das alegorias será um dos trunfos do desfile da Imperatriz. Todo o projeto de luz que havia sido concebido pelo renomado Peter Gasper, morto em 2014, foi finalmente executado. Somente no quinto carro, ‘Vozes da Igualdade’, a escola usará mais de 5 mil metros de fitas de LED importadas da China. “É mais barato, consome menos energia e tem um impacto mais interessante”, explica o carnavalesco Cahe Rodrigues, posando diante do abre-alas. O enredo é um grito de alerta contra o racismo.

Carnavalesco Cahe Rodrigues%3A Um dos triunfos da Imperatriz será a iluminação modernaRaphael Azevedo / Agência O Dia

Balelé e samba na Beija-Flor

Um grupo com 18 pessoas  vai interagir com o segundo carro da Beija-Flor. Representando as riquezas da África, eles virão à frente da alegoria fazendo uma coreografia baseada no afro dance e no balelé, dança típica da Guiné Equatorial. “Estamos preparando uma grande surpresa para o público”, diz Elaine Lima, responsável pelo grupo. Completando 30 anos de escola, ela conta com a ajuda da coreógrafa Valéria Brito.

Balelé e samba prometem surpreender na Beija-FlorElloo Comunicação / Divulgação

"Ainda serei presidente do Salgueiro"

Quinho está de volta ao Carnaval. Quase um ano após deixar o time de intérpretes do Salgueiro para disputar a eleição de presidente da escola, quando acabou tendo a candidatura impugnada, o veterano puxador é o mais novo reforço do carro de som do Império da Tijuca, na Série A. Feliz com o convite, Quinho, que já preparou o novo grito de guerra, faz questão de ressaltar que só vai ser um dos auxiliares. O sonho de comandar o Salgueiro, no entanto, não morreu. “Ainda serei presidente”, avisa.

Quinho volta ao Carnaval após um ano afastadoCarlos Lucio / Divulgação

?Como surgiu o convite do Império da Tijuca?
Eu iria ficar fora do Carnaval, mas o presidente Tê me procurou e me convidou. Só pedi a ele que conversasse antes com o Pixulé, que é o intérprete oficial da escola e continuará sendo. Só vou ajudar e participar do carro de som. O primeiro ensaio, na terça-feira, já foi excelente, a comunidade me recebeu de braços abertos. Já adaptei o grito de guerra!


No início de janeiro, você chegou a ser convidado para cantar na Estácio e até participou do ensaio técnico. Qual o motivo de não ter ficado lá?
Recebi um convite do presidente Leziário Nascimento, de quem sou muito amigo, e estava animado, mas houve muito ciúme. O clima não estava legal. E olha que eu só seria apoio dos demais cantores.

Depois de tantos anos defendendo o Salgueiro, como se sente fora dele? 
Tenho muito amor pelo Salgueiro, sempre terei. Meu negócio é cantar, mas ainda tenho o sonho de ser presidente do Salgueiro. Sou oposição à atual diretoria, porque acho que o Salgueiro não pode ter dono. Ainda serei presidente do Salgueiro, mas agora quero focar no Império da Tijuca. O samba é lindo, faremos um grande desfile.

Curtinhas

O Salgueiro será homenageado hoje no espetáculo ‘A Febre do Samba’. Integrantes da escola vão estar no palco do Teatro SESI, no Centro, às 19h30, para apresentar um pouco da história da Vermelha e Branca. A entrada custa R$ 10.

Milton Cunha promoverá a primeira edição do ‘Baile Glam Gay’, no dia 11, a partir das 21h30, na quadra da Mangueira. David Brazil, Rogéria, Elke Maravilha, Orquestra Céu na Terra, ritmistas da Verde e Rosa e intérpretes de agremiações serão algumas das atrações. Informações: 2292-8152.

Da Vila e do Império? 

Antes de entrar para a Vila, Martinho quase foi para o Império Serrano. Em 1965, ele participou de uma reunião na Serrinha, mas não gostou do clima. A curiosidade está no livro ‘Cartas para Noel: Histórias da Vila Isabel’, que será lançado dia 4, às 19h, na Travessa Leblon.

Martinho da Vila quase foi para a SerrinhaDivulgação

A última alegoria da Vila Isabel, que trará os integrantes da Velha Guarda, terá um banheiro químico exclusivo para atender os veteranos. A ideia da diretoria é dar mais conforto para os componentes durante a concentração e o desfile. A instalação da estrutura já foi até feita.

Você pode gostar