Sambódromo terá 65 câmeras e 15.500 PMs patrulharão a folia no estado do Rio

Parceria da PM com secretaria reforça o policiamento em eventos destinados ao público LGBT

Por O Dia

Rio - A Polícia Militar vai combater com rigor conflitos entre grupos de bate-bolas neste Carnaval. A ordem do comando da corporação é que os PMs abordem e tirem as máscaras de quem incitar atos violentos, caso seja necessário para a identificação dos suspeitos

Outra novidade no esquema de segurança para a folia deste ano, apresentado nesta quinta-feira à imprensa, é um grande ‘Big Brother’ montado na Sapucaí: da concentração à dispersão, o público que for assistir às escolas de samba nas frisas, arquibancadas e camarotes será vigiado, a noite inteira, por 65 câmeras espalhadas em toda a Passarela do Samba.

Bate-bolas brincalhões não serão incomodados. Quem brigar terá que tirar máscara para os PMsPaulo Araújo / Arquivo Agência O Dia

Das 8h de hoje até as 20h da Quarta-feira de Cinzas, 15.500 PMs e 3.332 viaturas estarão mobilizados, em todo o estado, para manter a ordem durante os festejos de Momo. São 6 mil agentes a mais do que no ano passado. Só no Sambódromo e no Terreirão do Samba, 457 policiais estarão de plantão, a cada dia, até a próxima terça e no sábado das campeãs.

O subchefe do Estado-Maior Operacional, coronel Cláudio Lima Freire, sinalizou que as áreas do 9º e 41º batalhões (Rocha Miranda e Irajá) são as que terão atenção especial para possíveis brigas de mascarados. Os representantes de agremiações, blocos e turmas de bate-bolas foram previamente cadastrados em um trabalho de Inteligência e serão imediatamente chamados nas delegacias para responder por casos de confrontos.

"Nosso canal de Inteligência mapeou alguns locais onde ocorrem constantemente conflitos com grupos de bate-bolas, que correspondem principalmente às regiões de Marechal Hermes, Madureira e Turiaçu. Tendo alguma suspeita, o policial deve retirar a máscara para verificar quem é. Esses bate-bolas devem ser abordados, porque o individual tem que ser preterido pela coletividade”, ressaltou.

Ainda segundo Lima Freire, duas equipes ficarão de reserva no Batalhão de Choque para agir em qualquer emergência na cidade. Em caso de protestos no Sambódromo ou em vias expressas, como os manifestantes do Comperj ameaçaram fazer, estas equipes serão acionadas.

Eventos LGBT terão policiamento especial

Uma parceria da Polícia Militar com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos vai reforçar o policiamento em eventos destinados ao público LGBT em todo o estado.

O projeto “Carnaval com Direitos” visa à diminuição da violência homofóbica, crimes de ódio, atos de intolerância, discriminação e agressão física contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Esta é a primeira vez que a ação, desenvolvida no último Réveillon, é realizada no Carnaval.

“Em praticamente todos os sete Comandos de Policiamento de Áreas, teremos eventos carnavalescos, fechados ou abertos, voltados para o público LGBT. Esses locais foram informados e vão ter um policiamento aproximado”, afirmou o coronel Cláudio Lima Freire, ressaltando que a Operação Praia será mantida com 300 PMs.

Número de câmeras dobra

As câmeras de segurança do Sambódromo, de propriedade da equipe de segurança da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), serão transmitidas em tempo real para uma sala onde ficarão equipes das polícias Civil e Militar, Guarda Municipal, Defensoria Pública, CET-Rio e Corpo de Bombeiros.

De acordo com o coronel Cláudio Lima Freire, toda a extensão da Marquês de Sapucaí será monitorada por 65 câmeras este ano — no Carnaval passado, eram cerca de 30, segundo ele. O objetivo é permitir a rápida identificação, pelos agentes de segurança, de eventos que fujam à normalidade.

“O número de câmeras abrange toda a Passarela, seja no camarote, nas arquibancadas, nas frisas, na concentração ou na dispersão. A gente vai ter um oficial e três praças acompanhando tudo em tempo real. Será um grande ‘Big Brother’, monitorando, das 18h até a última escola desfilar, qualquer evento que possa ocorrer no interior da Passarela do Samba.”

Os blocos “Cordão da Bola Preta”, “Simpatia É Quase Amor” e “Monobloco” contarão, ao todo, com o patrulhamento de 580 policiais a pé e 74 viaturas. A Estrada Intendente Magalhães terá 44 PMs e 16 viaturas por dia para garantir a segurança dos blocos e das escolas de acesso.

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