Por paulo.gomes

Rio - Mascaradas, maquiadas ou de rosto limpo, cerca de 1,7 milhão de pessoas acompanharam os blocos de rua do Rio neste fim de semana, encarando de frente a festa do Carnaval carioca. Só ontem foram 500 mil. Boa parte deles no Simpatia é Quase Amor, que levou 170 mil à orla de Ipanema à tarde. O recordista foi o Cordão da Bola Preta, que atraiu um milhão de foliões, no sábado. Ao todo, foram 181 blocos nos dois dias.

GALERIA: Musas e figuraças invadem os blocos do Rio de Janeiro

Desde a moça com adereços de gatinha ao rapaz com máscara do monstro camarada Shrek, cada um deu sua contribuição para a diversidade de fantasias.

A cantora Renata Jambeiro puxou o samba no desfile do Simpatia é Quase Amor pela orla de Ipanema domingo à tarde. Ao todo%2C 181 blocos animaram a cidade no fim de semanaDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Marcela Loureiro, que veio da Paraíba para pular o Carnaval no Rio, se vestiu de gueixa, com direito a quimono japonês e sombrinha. “Pensei numa fantasia que pudesse me proteger do calor do verão carioca”, disse ele, que brincou no Bangalafumenga, no Aterro, junto com conterrânea Rafaele Sarmento.

No Simpatia é Quase Amor, o casal Carlos e Beatriz Fonseca se fantasiou de extraterrestre. “Viemos de outro planeta para curtir o Carnaval”, disse Beatriz.

Rafaele salpicou um coração na bochecha para pular o Carnaval com Marcela, que incorporou uma gueixaDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Nesta segunda-feira, o Aterro do Flamengo recebe a esperada apresentação do Bloco Sargento Pimenta, que a cada ano atrai mais fãs. O cordão, que traduz para o samba os sucessos dos Beatles, se apresenta a partir de 15h. Na Barra da Tijuca o Bloco Isbarra tem expectativa de levar um grande público à Avenida Lúcio Costa, em frente a Érico Veríssimo. A concentração está marcada para às 13h.

Uma ideia na cabeça e um caixão de verdade na mão

Durante a festa na apresentação do Cordão do Boitatá, na Praça 15, uma turma teve uma ideia que chamou bastante a atenção dos demais foliões.

Tudo começou quando o professor Renato Pellizari, de 33 anos, chamou um grupo de 12 amigos para brincar o Carnaval de rua. Juntos, eles se inspiraram num funk que faz uma releitura do bordão “13 piratas sobre um caixão”.

Um caixão de verdade faz seu cortejo no Cordão do BoitatáAlexandre Vieira / Agência O Dia

“Fomos em uma funerária e compramos um caixão por R$ 150. Difícil foi entrar no metrô, mas agora todos querem participar do grupo. Já perdi a conta de quantos piratas são”, disse Renato.

Por falar em funk, a cantora Teresa Cristina foi a sensação quando emprestou sua voz ao sucesso ‘Beijinho no ombro’, da funkeira Valesca Popozuda. É claro que, além do funk, não faltou o samba.

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