Desta vez, Portela e Mocidade estão bem perto do título

As duas grandes escolas juntas amargam um jejum de 50 anos sem título

Por O Dia

Rio - Elas foram consideradas escolas de samba de destaque, mas não conquistavam o título há décadas. Juntas, Mocidade e Portela somam um jejum de 50 anos sem campeonato. Neste Carnaval, tudo indica que será diferente.

De um lado, a escola de Padre Miguel aposta as suas fichas em seu novo contratado, o carnavalesco Paulo Barros, detentor dos títulos de 2012 e 2014 na Sapucaí. Do outro, a Azul e Branca de Madureira, sob nova direção, já mostrou que tem potencial para chegar na frente, após o terceiro lugar em 2014. Apesar do favoritismo delas, outras grandes escolas estão no páreo, e a troca de 20 dos 36 jurados será o ‘X’ da questão.

“Podemos ter o Carnaval do improvável este ano. As escolas que têm tudo para surpreender, Portela e Mocidade, são as que não ganham há anos”, apontou o comentarista de Carnaval Fábio Fabato. Nas duas agremiações, no entanto, está proibido cantar vitória antes do tempo. Desde quando pisou na Mocidade, Paulo Barros fez questão de dividir sua responsabilidade com os componentes.

A Vila Isabel promete fazer um desfile de superação para apagar de vez o vexame do desfile passado%2C quando centenas de componentes foram para a Sapucaí sem fantasiaCarlos Moraes / Agência O Dia

“Sempre faço com que eles (os integrantes) entendam que o Carnaval é uma engrenagem e que todos têm papel fundamental dentro disso”, declarou Barros.

O mesmo clima ronda a Portela. “O portelense está preparado para lutar pelo título, mas sempre com o pé no chão”, apontou o presidente da Azul e Branca, Sérgio Procópio. “A Mocidade pode ser a grande surpresa e a Portela está em sua melhor fase”, resumiu o escritor de livros sobre Carnaval, Julio Cesar Farias.

Por fora, a corrida para estar entre as melhores na elite do samba é intensa. Neste domingo, o público vai acompanhar parte dela. A grande prova de superação ficará a cargo da Vila Isabel, a quarta a desfilar. A escola quer apagar de vez as falhas cometidas no ano passado, quando chegou em décimo lugar após apresentar centenas de componentes sem fantasia. Já a Mangueira, segunda a pisar na Sapucaí, homenageia mulheres de sua história e tem como locomotiva a comunidade, que se apaixonou pelo enredo. O Salgueiro está na briga e promete espetáculo com seu desfile orçado em R$ 11 milhões.

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