Enredo sobre cultura afro põe Império da Tijuca na disputa

Agremiação do Morro da Formiga fez homenagem a Oxum e encanta a Sapucaí

Por O Dia

Rio - A Império da Tijuca, que apresentou o enredo ‘Império nas Águas Doces de Oxum’, também é favorita ao título de campeã da Série A. A Verde e Branco da Zona Norte surpreendeu e encantou logo no início quando um carro alegórico, utilizando 5 mil litros de água reaproveitada do barracão, surgiu pelo setor 1. Nele, lindas mulheres saíram com os seios à mostra. Na comissão de frente, 15 bailarinos mostraram a fertilidade do orixá.

A atriz e cantora Emanuelle Araújo veste o luxo de Iemanjá%2C em carro alegórico%2C no enredo ‘O império nas águas doces de Oxum’%2C da Império da TijucaErnesto Carriço / Agência O Dia

A escola do Morro da Formiga, que no ano passado alcançou sua melhor colocação, mostrou samba-enredo forte falando da religião afro. Em dourado, azul e branco, o abre-alas simbolizava o reino e tesouro de Oxum.

No terceiro carro, a atriz e cantora Emanuelle Araújo era Iemanjá. Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis, também foi destaque. A escola vestiu as baianas de senhoras das águas doces. Elas soltaram bolinhas de sabão pela avenida.

Na bateria, os Afoxés, cortejo que tem forte vínculo com o candomblé. Passistas vestiram rosas brancas e outras flores preferidas de Oxum. Mãe Menininha do Gantois, uma das mais famosas filhas da orixá, foi lembrada em uma das alas.

Segunda escola a desfilar, a Acadêmicos de Santa Cruz homenageou Grande Otelo, um dos principais comediantes do teatro e cinema brasileiro. O desfile abordou desde os primeiros passos do artista, ainda no circo, até os anos dele no rádio e na TV. O abre-alas — que representou um grande circo com esculturas de 10 metros — teve problemas em sua iluminação.

Carro alegórico da Acadêmicos do Cubango%2C de Niterói%2C faz homenagem à herança africana%3A integrantes pediram o fim do preconceito no paísErnesto Carriço / Agência O Dia

Identidade africana no Cubango

Cantando a realeza africana de Niterói, a Acadêmicos do Cubango foi a penúltima escola a desfilar. Com belas fantasias e cores fortes, a escola exaltou a identidade africana e mostrou a relação de sua cidade com o tráfico de escravos. Os integrantes pediram o fim do preconceito e do racismo no Brasil.

Na bateria do Mestre Maurão, componentes se vestiram de abutres da ganância. A frente dela, a rainha da bateria, Cris Alves, era o ouro da cobiça. A escola encerrou o desfile com 55 minutos.

Segunda alegoria da Renascer representou a família da Portela%2C escola de coração de Antônio Candeia%2C onde compôs diversos sambasBruno de Lima / Agência O Dia

Candeia na Renascer

Uma eve garoa caiu durante o desfile da Renascer de Jacarepaguá, sexta a entrar na Sapucaí. A escola da Zona Oeste homenageou o sambista, cantor e compositor Antônio Candeia Filho, que faria 80 anos em 2015. Com Teresa Cristina no carro de som, o samba foi o destaque do desfile. “Candeia me fez sambista. Homenageá-lo foi tudo que pedi a Deus”, contou a cantora.

A segunda alegoria representou a família da Portela, escola de coração de Candeia, onde compôs diversos sambas. Vários portelenses estavam na alegoria, entre eles a Tia Surica, uma das fundadoras da Azul e Branca.

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A atriz e cantora Emanuelle Araújo veste o luxo de Iemanjá%2C em carro alegórico%2C no enredo ‘O império nas águas doces de Oxum’%2C da Império da TijucaErnesto Carriço / Agência O Dia

A escola do Morro da Formiga, que no ano passado alcançou sua melhor colocação, mostrou samba-enredo forte falando da religião afro. Em dourado, azul e branco, o abre-alas simbolizava o reino e tesouro de Oxum.

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Carro alegórico da Acadêmicos do Cubango%2C de Niterói%2C faz homenagem à herança africana%3A integrantes pediram o fim do preconceito no paísErnesto Carriço / Agência O Dia

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Candeia na Renascer

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