Por pedro.logato

Rio - Antes mesmo de começar o desfile da Mocidade na Sapucaí, o presidente de honra da escola, Rogério de Andrade, garantiu que o carnavalesco Paulo Barros, estreante na agremiação em 2015, vai continuar em Padre Miguel no próximo ano.

"Esse ano é nosso. Vamos levar essa parada", disse o contraventor e patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel, Rogério de Andrade, durante a concentração da escola, a terceira do Grupo Especial a desfilar na noite deste domingo. O contraventor desejava boa sorte aos integrantes da bateria quando, confiante, disparou que a Mocidade será vencedora este ano.

O contraventor Rogério de Andrade garante que Paulo Barros fica na MocidadeAndré Mourão / Agência O Dia

Além de Andrade, o carnavalesco Paulo Barros também caminhava no meio dos integrantes ajudando a preparar a entrada dos componentes na Avenida. No final do desfile, Barros, questionado se Padre Miguel ficaria entre as campeãs, preferiu não opinar. "Não sei. Vamos esperar o resultado. A escola estava naquele clima de estresse antes de entrar, mas depois que entrou, a meu ver, correu tudo dentro do esperado. Quem for campeão, vai ter que ganhar da Mocidade", garantiu.

Mesmo com Rogério de Andrade já adiantando sua permanência na escola, o carnavalesco preferiu não confirmar nenhuma renovação de contrato. "Foi uma experiência nova e a partir de agora as coisas vão fluir. Vamos chegar a uma conclusão", sinalizou.

O carnavalesco também contou como homenageou Paulinho Moska, um dos autores que inspirou o enredo da agremiação para o Carnaval deste ano. "Eu trouxe uma mosca em cada ala", disse Paulo Barros. Segundo ele, todas as alas iam interagindo com o público. "Faziam uma pergunta ao público se eles teriam coragem de fazer aquilo', disse.

Paulinho Moska acompanha eliminatória de samba-enredo na Mocidade

Emocionado, Paulinho Moska disse não ter noção da grandiosidade disso tudo: "Já fiz show para mais de 50 mil pessoas, mas a emoção é sem igual. Estava falando com a minha mulher que já senti a grandiosidade de festivais, mas não consigo medir a grandiosidade que há na Sapucaí. Estou meio sem chão. É como uma viagem de drogas", disse.

Outro detalhe da agremiação foi a roupa da primeira porta-bandeira Lucinha Nobre, que, segundo Paulo Barros, levou oito meses para ficar pronta. O mestre de bateria Andrezinho, ex-integrante do grupo Molejo, afirmou que a bateria trabalhou este ano para garantir os 40 pontos. "Vamos fazer jus ao nome de bateria 'Não Existe mais Quente'", contou.

A Mocidade Independente de Padre Miguel foi a terceira escola a passar na Sapucaí neste domingo. Antes dela, Viradouro e Mangueira desfilaram no Sambódromo. Completarão o primeiro dia do Grupo Especial: Vila Isabel, Salgueiro e Grande Rio.



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