Portela pode responder por ações civis e penais por voo com drone em desfile

Veículos aéreos não tripulados em forma de águia e paraquedistas são alvos de processos da Anac

Por O Dia

Rio - O 'tempo fechou’ para o desfile de hoje da Portela, terceira colocada no Carnaval deste ano. O suposto uso indevido do espaço aéreo pode fazer com que a agremiação responda criminalmente por dois dos seus maiores trunfos: os veículos aéreos não tripulados (drones) em forma de águia e os saltadores de paraquedas que aterrissaram na Marquês de Sapucaí são alvos de processos administrativos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De acordo com a legislação, o uso de drones é proibido em áreas de grande aglomeração de pessoas. Cerca de 70 mil expectadores acompanharam os desfiles na Passarela do Samba.

Outro procedimento investiga se o lançamento de quatro paraquedistas obedeceu os requisitos específicos para saltos noturnos e limite de peso em helicópteros. A habilitação do piloto da aeronave também está sendo checada.

Ideia da águia em formato de drone surgiu no desfile de 2014%2C quando a engrenagem surpreendeu o públicoJRicardo / Divulgação

Caso condenada, a agremiação de Oswaldo Cruz e Madureira pode responder por ações de responsabilidade civil e penal. O vice-presidente da agremiação, Marcos Falcon, nega que a escola tenha utilizado drones em seu desfile. “Eram dois aeromodelos em forma de águia e outros dois em forma de bola de futebol, de apenas nove quilos, controlados por controle remoto. As mais de 400 mini-águias lançadas ao público eram brinquedos infantis. Atualmente, qualquer brinquedo que voa é chamado popularmente drone”, argumentou o policial militar.

Em forma de Cristo Redentor%2C águia gigante impressionou na Avenida Foto%3A André Mourão / Agência O Dia

De acordo com a legislação, veículos aéreos com menos de 25 quilos não necessitam de análise prévia da Anac. Para o Desfile das Campeãs de hoje, de acordo com a assessoria do órgão, “a operação das ‘águias’ ocorrerá por conta e risco da escola”. A liberação para o voo do helicóptero que lançará mais paraquedistas também está pendente. A escola busca autorização da Anac para alçar uso do táxi aéreo, mais uma vez.

</CW>Quatro atletas (dois brasileiros e dois americanos) abriram o desfile da Azul e Branca. A aterrissagem na Marquês de Sapucaí foi considerada um dos pontos-altos da Avenida. De acordo com nota divulgada pela agremiação, o uso da aeronave no desfile de segunda-feira “obedeceu todas as normas estabelecidas para trânsito no espaço aéreo brasileiro”.

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