Histórias do mundo do samba são contadas em livro lançado nesta terça

Último volume fala de cinco escolas

Por O Dia

Rio - A região do Lins de Vasconcellos, nos anos 50 era aterrorizada pelo bandido Neném Russo. O bandido era o mais temido da região onde vivia o garoto Luís Carlos Magalhães. Um dia, o policial Antonio Candeia Filho, um dos portelenses mais respeitados do mundo do samba, o prendeu.

A passagem está registrada no livro ‘As Matriarcas da Avenida — Quatro Escolas de Samba que revolucionaram o maior show da terra’, que será lançado hoje e conta histórias das quatro gigantes: Mangueira, Salgueiro, Império Serrano e Portela. É claro que coube a Luís Carlos Magalhães contar a história de sua escola do coração. O colunista do site Carnavalesco conta como termina sua história com Candeia. “O vi apenas uma vez no dia da grande escolha do samba da Portela para o carnaval de 1965. Ele ganhou. Logo depois levou os tiros que o deixaram para sempre na cadeira de rodas.” Além desta história, outras nove crônicas sobre a trajetória da Portela estão no livro.

O lançamento do livro será no Bar Ernesto (Largo da Lapa 41) e encerra o projeto da família do samba, do jornalista Fábio Fabato. As histórias de Imperatriz, Mocidade, Beija-Flor, Vila Isabel, Unidos da Tijuca, Viradouro, Estácio de Sá, União da Ilha, São Clemente e Caprichosos de Pilares foram contadas pela coleção, que chega a seu quarto e último volume. 

Reportagem de Guilherme Ayupp, do site Carnavalesco

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