Por paulo.gomes
Rio - Em tempos de Operação Lava Jato, quem resolveu criticar a corrupção no país foi o bicheiro Rogério de Andrade, patrono da Mocidade. A comissão de frente da escola apresentou homens sem cabeça com malas de dólares, representando criminosos de colarinho branco, que acabavam enjaulados na Avenida, como parte do enredo ‘O Brasil de La Mancha: Sou Miguel, Padre Miguel, Sou Cervantes, Sou Quixote Cavaleiro, Pixote Brasileiro’.
Enredo foi imposto por Andrade%2C que investiu em supercamaroteAndré Mourão / Agência O Dia

A encomenda especial sobre a correlação entre a história milenar com a atual foi feita pelo próprio Rogério. “O André, que é professor de História e um dos criadores, viajou para a Europa. Então, ele trouxe Miguel de Cervantes, com Dom Quixote, junto com a situação econômica do país, que deu nessa sátira”, revelou.

Mais discreto este ano, Rogério ficou longe do enredo pessoal de dinheiro, poder e prestígio que fez questão de deixar claro no Carnaval passado, quando comandou no chão o desfile da escola. No domingo, viu tudo do camarote, alegando uma cirurgia no joelho direito. Desde dezembro, o contraventor não era visto nos ensaios, como mostrou O DIA. A Mocidade enfrentou ainda problemas financeiros. Apesar da crise, o chefão dos caça-níqueis não economizou no gigantesco camarote, bem maior do que o de 2015. Estima-se que tenha gasto em torno de R$ 1 milhão com a compra, decoração e o bufê, regado a camarões, vodca e uísque.