Por bianca.lobianco
Rio - A São Clemente transformou a Marquês de Sapucaí num verdadeiro picadeiro para contar e homenagear a trajetória dos palhaços, desde a época medieval até os dias de hoje. Com uma plástica impecável da carnavalesca Rosa Magalhães, responsável por desenvolver o enredo "Mais de mil palhaços no salão", a agremiação fez um desfile alegre e irreverente com a cara da escola de Botafogo.

Os destaques da noite ficaram por conta da comissão de frente, da bela indumentária do casal de mestre-sala e porta-bandeira e do fino acabamento em fantasias e alegorias. Entretanto, a evolução da escola teve problemas. Um enorme buraco abriu entre os módulos 2 e 3 de julgamento, comprometendo o andamento do desfile, a harmonia também poderia ter tido um melhor desenvolvimento. A São Clemente encerrou seu desfile com 80 minutos.

Escola de Botafogo exaltou palhaços na AvenidaFausto Maia / Agência O Dia
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Comissão de Frente
Bravo! A comissão de frente coordenada por Sérgio Lobato, apresentou um espetáculo de palhaços e mágicos, com humor, comédia e surpresas. Na encenação, um show de mágica que não dava certo por causa de um certo palhaço que roubava a cena. Os 15 componentes, divididos entre 5 mulheres e 10 homens, vestiam roupas de diferentes cores, muito alegres. O ponto alto da coreografia foi o momento em que o palhaço principal realizava a mágica e levitava uma grande caixa.
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Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Diferente da maioria das escolas, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fabrício e Denadir, cruzaram a avenida à frente da bateria. O casal representou o "Amor de Palhaço", o velho tema de amor entre o palhaço e a bailarina. A roupa da dupla, toda branca e com muita pedraria, estava deslumbrante. A apresentação do casal foi regular. Apesar da coreografia delicada, houve falta de sincronia em determinados momentos, e Fabrício pareceu muito lento, principalmente no quarto módulo de julgadores.
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Harmonia e Samba
Em sua estreia na Sapucaí pela São Clemente, o interprete Leozinho Nunes parecia tenso, mas desenvolveu bem seu papel na passagem da escola pela Passarela do Samba. Assim como no ensaio técnico, o canto dos componentes foi regular, com a segunda metade da escola tendo um desempenho melhor do que a primeira. As alas de número 2, 9 e 14.
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Enredo
O quesito foi um grande acerto de Rosa Magalhães e da São Clemente. Leitura fácil e compreensão imediatas. Destaque para o quarto setor, que mostrava os variados tipos de palhaços.
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Evolução
Este foi o quesito com mais pontos negativos. Quando a terceira alegoria passou pelo segundo módulo de julgamento, um enorme buraco se abriu à frente do carro. O fato, sem dúvidas, vai comprometer o resultado final. Algumas alas passaram sem brincar e outras pareciam emboladas. Destaque para as últimas alas, onde Rosa usou um pouco de acidez e fez um grande panelaço no circo do Brasil.
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Fantasias
Ponto alto do desfile. O conjunto de fantasias estava com fino acabamento e foi peça chave para contar com clareza a história do enredo. Com cores alegres e ótimas soluções, destaque para as alas "Arauto dos Bufões", "Colombina e Arlequim - Personagens da comédia Dell'Arte".
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Alegorias
O destaque foi a terceira alegoria, "O grande circo e o respeitável público", com acabamento impecável. O conjunto também foi parte importante para o entendimento do enredo. O carro que representava uma grande padaria passou jogando farinha no público. Um problema na parte elétrica fez com que a alegoria de número 2, "O castelo dos bobos e a carroça", passasse pela Marquês de Sapucaí apagada. O fato também compromete as notas no quesito.