Por paulo.gomes
São Paulo - Após apuração tumultuada, a Império de Casa Verde, com 269,4 pontos, conquistou o título de campeã do carnaval paulista de 2016. O anúncio das notas, na tarde desta terça-feira, no Palácio do Anhembi, foi interrompido duas vezes e a polícia teve de intervir para acalmar os ânimos. Um integrante da escola Unidos de Vila Maria foi preso.
Uma enorme confusão marcou a apuração das notas das escolas de samba de São PauloAgência Brasil

A primeira confusão aconteceu durante a leitura do quesito "Evolução". Um dos jurados esqueceu de dar nota para a escola Império e causou revolta dos representantes da agremiação. Segundo o regulamento, quando um jurado não dá a nota, a escola recebe automaticamente a maior nota atribuída pelos outros jurados naquele quesito. Os representantes da Império se levantaram e se dirigiram até a frente do palco onde as notas estavam sendo lidas para reclamar seu direito.

A confusão durou alguns minutos com a ameaça de invadirem o espaço da leitura das notas, até que um representante da Liga leu o regulamento e o ambiente voltou à tranquilidade. Durante o tumulto, um dos diretores se mostrou muito alterado e afirmou que o jurado que não deu nota à escola deveria ser preso.

O quesito "Evolução" foi o quinto a ser lido e causou surpresa a todas as escolas por os dois primeiros jurados terem dado notas baixas - incluindo um 8,9 muito raro para a Rosas de Ouro. A nota mais alta que a Império de Casa Verde recebeu foi, justamente, um 10, o que fez com que a nota em branco não dada pelo jurado passasse a ser 10 também.
A Império de Casa Verde levou nesta terça-feir ao troféu de campeã do Carnaval de São PauloAgência Brasil

Dois quesitos depois, "Harmonia", outro jurado também deixou de dar uma nota, dessa vez para a X-9 Paulistana. A confusão começou de novo e a polícia foi chamada para tentar conter representantes de várias escolas.

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A Polícia Civil chegou a imobilizar e algemar um representante da Unidos de Vila Maria. O presidente e outros integrantes da escola resolveram boicotar a apuração e ir embora do local antes do término da leitura dos votos.