Por paulo.gomes
Rio - Prepare as unhas, que nesta Quarta-feira de Cinzas é dia de roê-las — até que, ao fim da leitura de 420 números, o Rio saberá quem será a campeã do Carnaval e quem será rebaixada. As polêmicas começaram antes mesmo da abertura dos envelopes, às 15h45. Suspeita de vazamento de notas e devassa após denúncia de suborno de julgadores movimentam os bastidores da Liesa e criam desavenças.
A primeira polêmica: a ausência de Fabiano Rocha, de Bateria, por “problemas pessoais”. Nos corredores da Liga tem gente atribuindo a falta a uma forma de protesto contra tentativa de suborno por parte da Grande Rio. Uma jurada de Enredo teria recebido — e devolvido — um anel de brilhantes como ‘mimo’. E a trama se complica: teria partido de Aniz Abrahão David, o poderoso Anísio da Beija-Flor, a iniciativa de fazer devassa no júri, o que em tese magoou Jaider Soares, da Grande Rio. Falam em um ‘massacre’ da Tricolor da Baixada nesta tarde. Ninguém da Liga foi encontrado para comentar o caso.
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Vazou ou não vazou?
Outra controvérsia envolve foto divulgada nas redes sociais em que supostamente se leem notas de Mestre-Sala e Porta-Bandeira no primeiro dia. “Eu acredito que foi uma brincadeira de mau gosto que foi feita com o material que temos na internet, no Manual do Julgador”, disse o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, à Agência Brasil. Ele prometeu investigar e comparar a caligrafia da fotografia e a pontuação dada pelos jurados. Se a imagem for considerada verdadeira, Castanheira afirma que anulará as notas.
Documento revela a pontuação dada para seis escolas de samba. Liesa nega que notas são verdadeirasReprodução Internet


De concreto, só se sabe que em Bateria se repetirá a nota mais alta, por causa da falta de Fabiano Rocha. De resto, a mecânica adotada nos últimos anos: ao meio-dia se sorteará a ordem de abertura dos quesitos, e o último lido será o primeiro item de desempate. A menor nota das quatro de cada quesito será descartada.