Luiza Brunet não descarta reassumir o posto de rainha da Imperatriz em 2018

Contabilizando 30 carnavais, a ex-modelo e empresária está feliz com seu retorno à Avenida

Por O Dia

Rio - De volta ao Carnaval, ela está mais linda ainda aos 54 anos. Sim, é possível. “Me sinto mais empoderada hoje”, garante Luiza Brunet que, após quatro anos longe da Sapucaí, retornou à Imperatriz Leopoldinense, desta vez como musa, no desfile da madrugada de segunda-feira.

Luiza Brunet fantasiada de índia guerreira na sua volta aos desfiles na SapucaíFoto%3A Márcio Mercante / Agência O Dia

“Resolvi voltar porque foi irrecusável. O enredo é sobre a história dos índios do Xingu. Tenho ascendência indígena, então isso remete à minha história”, conta ela, que veio fantasiada de índia guerreira, à frente de 18 guerreiros. “É uma imagem de poder do feminino, arrepia”.

Contabilizando 30 carnavais, a ex-modelo e empresária está feliz com seu retorno à Avenida. “Ser rainha de uma escola é extraordinário. Foram 17 anos na Imperatriz neste posto. Mas a vida vai te levando para outros caminhos. Sei que a atual rainha (Cris Vianna), que é linda, classuda, disse que foi o último ano dela, e deve ter seus motivos. Uma rainha tem muitos compromissos, isso foi uma das razões da minha saída na época”, revela Brunet, que não descarta a possibilidade de reassumir o posto de rainha em 2018, se for convidada: “Hoje foi assim e foi ótimo, mas ano que vem pode ser outra coisa. Vamos ver”.

E o que é o melhor de estar de volta? “Sem dúvida é atravessar a avenida e receber a energia das pessoas, o carinho que recebo há muitos anos. Isso é poderoso. Ali você se sente uma Beyoncé”.

A fantasia da musa simulava nudez, mas era uma segunda pele bem comportada. “Essa personagem que encarnei representa uma cacique mulher numa tribo indígena, empoderada, liderando 18 guerreiros. Não sabia que existiam de verdade caciques mulheres. Achei incrível. Transportamos para avenida a força da mulher guerreira, que vai à luta”, diz.

Nos temas força e superação, Luiza afirma se reconhecer bem. “Sempre fui uma mulher forte. Aliás, primeiro fui uma menina forte, depois uma adolescente, uma mulher. Depois, uma balzaquiana forte. E ainda sou. Isso te dá tranquilidade de saber quem é. Ser uma mulher forte é não ter medo de enfrentar nenhum tipo de problema. E seguir em frente”, reflete.

ENGAJAMENTO

Embaixadora de uma grande empresa de cosméticos há 20 anos, ela está envolvida em campanhas através do instituto da marca pelo fim da violência contra as mulheres e de prevenção ao câncer de mama. “Acredito que acontecimentos ruins podem trazer boas missões. Acredito cem por cento nisso. Todo tipo de sofrimento que passamos nos transforma. Evoluímos no sofrimento. Encontrei um novo caminho divulgando essas causas que acredito. Admiro mulheres fortes, que se preocupam com o que acontece ao redor. Acho que é a minha coisa de quem veio do interior, onde todo mundo se cuidava”, conta.

Luiza está solteira e feliz. “Nasci para ter um companheiro. Agora, acho que ainda não, mas não estou fechada”, garante. Ela está plena, com a agenda cheia, e admite que já realizou a maioria dos sonhos. “Sou privilegiada. Mas tem sempre coisas que ainda posso conquistar. Tudo com meu esforço próprio, claro”.

FEMINISTA E MODERNA

Franca e bem-humorada, ela reconhece as heranças de sua criação. “Me considero uma mulher feminista e moderna. Acho que as mulheres têm que ir à luta por seus direitos. Ainda reconheço em mim aquela menina que veio do Mato Grosso do Sul. Meu pai, que era cearense e foi lavrador, me dizia: ‘Você precisa ser polivalente, senão não conquista nada na vida’. Já minha mãe me ensinou o bom do feminino. Tenho essas duas energias, do masculino e feminino, bem equilibradas em mim”, diz.