Campeãs de 2017 definem os hinos para tentar o bi

Portela e Mocidade fazem finais de samba. Confira as letras! Esta é a última semana da maratona de decisões nas agremiações

Por O Dia

Rio - As campeãs do Carnaval 2017, Mocidade e Portela, e a Unidos da Tijuca definiram os sambas que vão embalar seus desfiles na Sapucaí no ano que vem. Todas as concorrentes do Grupo Especial terão escolhido seus hinos até quinta-feira.

Mocidade%2C que canta a Índia%2C vai de parceria que se sagrou bicampeãEduardo Hollanda

Na noite de sexta, a Azul e Branca de Oswaldo Cruz e Madureira, que vai cantar o repente e o Nordeste, elegeu a obra composta pela parceria de Samir Trindade, Elson Ramires, Neyzinho do Cavaco, Paulo Lopita 77, Beto Rocha, J. Salles e Girão. Foi a terceira vez consecutiva que o grupo saiu vitorioso. "Nosso samba ganhou porque é um samba popular e com a cara da Portela", festejou Samir.

Filha de Martinho da Vila%2C Mart'Nália integra grupo heptacampeãoMauro Samagaio

No sábado, foi a vez da disputa na Mocidade e na Unidos da Tijuca. A Verde e Branca de Padre Miguel, que viajará à Índia, escolheu a composição da parceria bicampeã de Altahy Veloso, Zé Gloria, Paulo Cesar Feital, J. Giovanni, Denílson do Rosário, Alex Saraiça, Carlinhos da Chacará e T. Meiners. Já na Azul e Amarela do Borel, que homenageará Miguel Falabella, venceu a parceria de Totonho, Mart'nália, Dudu, Marcelinho Moreira e Fadico. Em dez anos, esta foi a sétima vitória de Totonho.

As últimas escolhas de samba serão hoje, na Imperatriz Leopoldinense, e quinta-feira, na Beija-Flor. 

Confira as letras dos sambas:

TIJUCA 

O grande espetáculo vai começar/ Prepare o seu coração/ Na ilha encantada, a lembrança/ No reino dos mares, a inspiração/ Um príncipe, um sonhador/ Gênio das artes, seu grande amor/ Espelho de "Clara", sabedoria/ A escrita lhe fascinou/ Fez do Tablado a sua vida/ Arcanjo do riso, poeta do amor/ Quando a luz acender, o céu clarear/ O morro descer pra vê-lo brilhar/ Quantas emoções a proporcionar/ Oh, mestre da arte de contracenar/ É lindo ver seu brilhantismo em tantas criações/ Roteiros, personagens, portal de grandes tentações

O Carnaval, um "toma lá dá cá" de gente bamba/ Que tira o "pé da cova" quando samba/Partilha essa alegria na Sapucaí/"Sai de baixo", chegou a hora é a vez do povo do Borel/ Em forma de samba, a nossa homenagem a você, Miguel/ Tijuca, escola de vida, és minha paixão/ As lágrimas de outrora já não rolam mais/ e rolarem é de emoção/ O povo do samba chamou/ E fez de você um poeta de amor/ Na minha bandeira azul e amarela/ Mais uma estrela, Miguel Falabella

MOCIDADE

Kamadhenu derrama leite em nosso terreno/ Ganesha tem licença do cruzeiro/ Desenboca o Ganges cá no Rio de Janeiro/ Os filhos de Gandhi hoje são brasileiros/ Brahma foi quem guiou velas de Portugal/ E trouxe a índia ao Gantois da mãe querida/ Padre Miguel chamou Shiva pro Carnaval/ E Namastê pra todo povo d'Avenida

Hora de se benzer, hora de ir ao mar/ Colher o sal da liberdade/ Há tempo ainda!

Desobedecer pra pacificarcomo um dia fez a índia!Theresa de Calcutá/ Ó santa senhora, ó madre de luz,/ Venha pra iluminar/ Esse povo de Vera Cruz/ Clama o meu país/ E a flor de lótus, símbolo da paz,

E a vitória-régia da mesma raiz/ Pela tolerância entre os desiguais/ Deite e 'holi'/ Nesse triunfo do bem e da fé

Nerhu, Dom Hélder, Chico Xavier/ Rezem pra Índia e pro Brasil!! ô-ô, ê-ê, boi/ Bendita seja a Santíssima Trindade!

Em Nova Dheli ou no céu tupiniquim/ Ronca na pele do tambor da eternidade/ O amor da Mocidade sem início, meio e fim!

PORTELA 

Vamos simbora, povo vencedor/ Contar a mesma história/ Sou nordestino, estrangeiro, versador/ Ê, ê, ê, viola/ Vem do arrecife 'ôio' azul, cabra da peste/ No doce do meu agreste, querendo se lambuzar/ Oi, o mar, maré de saudade, Oi, o mar/ Pedindo paz a Javé, perseguido na fé/ O imigrante veio 'trabaiá'/ Oh, saudade que vai na maré/ Passa o tempo e não passa a dor/ E um dia Pernambuco seu irmão reconquistou/ Luar do sertão, ilumina/ Pra quem deixou esse chão, triste sina/ Ô, 'cumpadi', em seu peito leva um dó/ Cada um em seu destino e a tristeza dá um nó/ Vixe, Maria, lá no meio do caminho/ Tem pirata no navio/ O pagamento não foi ouro nem foi prata/ Essa gente aperreada foi seguindo/ Ô, gira ciranda, vai a chuva vem o sol, deixa cirandar/ Entra criança, homem, muié/ No abraço dessa terra só não fica quem não quer/ É legado, é união, é presente, igualdade/ É "Noviórque" pedestal da liberdade/ A minha Águia em poesia de cordel/ 22 vezes minha estrela lá no céu/ Lá vem Portela, é melhor se segurar/ Coração aberto quem quiser pode chegar/ Vem irmanar a vida inteira/ Na campeã das campeãs em Madureira