Por rafael.souza

Rio - Há um ditado popular que "família que samba unida não conhece tempo ruim!". E é o que acontece com a família Ferreira — entre tios, primos, filhos, netos, genros e noras — que moram há anos no Morro Azul, uma pequena, e pouco conhecida, comunidade no Flamengo, na Zona Sul.

Imagina nascer em uma família em que os patriarcas são considerados bambas do samba e que já passaram por diversas escolas, entre elas do Grupo Especial e Séria A. Pois é o que acontece com a família Ferreira.

Família FerreiraRafael Nascimento / Agência O Dia

A história dessa família começou há muitos anos atrás com quatro irmãos, dentre eles, um dos mais requisitados mestres de bateria entre os blocos mais tradicionais do Rio de Janeiro, José da Penha Ferreira, o famoso Mestre Penha. À frente da parentela, ele hoje é um dos presidente da bateria do Simpatia É Quase Amor, de Ipanema, desde a fundação do bloco, há 27 anos, ele também comanda os ritmistas de outros quatro blocos, entre eles Escravos da Mauá, onde está há mais de dez anos, e o Imprensa Que Eu Gamo, onde começou no posto em 2012.

E nessa linhagem não tem apenas mestre de bateria não! Por lá existem ex- presidente de escola de samba, diretores de harmonia, de bateria, compositores, ritmistas, intérpretes, ex e atuais rainhas de bateria, porta-bandeira e muitos passistas.

A família conta também com José Gonçalves Ferreira, o Sassá. Ele começou em uma ala na Estácio de Sá, antiga São Carlos, nos anos 60 puxando corda. Passou por várias escolas de samba e hoje é da Harmonia da Alegria da Zona Sul e Vizinha Faladeira.

"Uma Cientista Social, Professora e Advogada, simplesmente apaixonada pelo carnaval. "Fazer parte desta família é uma honra" e "para entrar para a família tem que gostar de samba também", diz Jackeline.

Mestre Penha junto da família FerreiraRafael Nascimento / Agência O Dia

Jackeline Nascimento, que é uma das mais antigas na família dos bambas. Ela que atualmente trabalha em uma instituição de ensino no Rio, conta que desde criancinha sempre quis estar no mundo do samba. Ela Já foi Presidente, vice-presidente, Diretora de Carnaval, Diretora de Harmonia, Diretora de ala e também já fez curso para jurada, de direção além de Gestão de carnaval. Hoje fora das atividades quase que diária de uma escola, não saiu do mundo do samba, desenvolve um trabalho importante na Sapucaí.

"Comecei pequenininha. Minha avó não deixava a gente ir para o carnaval, mas a gente ficava aqui torcendo pro meus tios [Mestre Penha e Sassá] voltarem, e levarem a gente pra curtir. Era muito legal. O carnaval daquela época era melhor, era diferente", lamentou a Cientista Social e Advogada.

Não podemos esquecer de citar Cafu, Anderson Dourado, Denise, Manoela, Sofia, Tia Nana, Myrela, Mário, Artur, Juliana, Cristiano, Cláudia, Lucas, Michele, Arilson, Shole, Gabriela, Tio Nenem, Crisitna, Nininho, Flaviane e todos os membros de uma família que respiram e que dá samba.

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