Guilherme Leicam diz que sua arma de conquista é o bom humor

Ator de 'Em Família' revela que mulher inteligente o seduz

Por O Dia

Rio - ‘Não sou um cara ciumento. Não gosto de controlar ninguém, nem de me sentir controlado.” A frase dita por Guilherme Leicam anuncia que o ator é o oposto de Laerte, seu personagem na segunda fase na novela ‘Em Família’. Se na ficção Laerte é capaz de vexames, agressões e até uma tentativa de homicídio por causa de seu amor doentio por Helena (Bruna Marquezine), na vida real, Guilherme não dá ibope para o ciúme.

“Também não namoraria uma mulher ciumenta, não saberia lidar. Uma relação tem que ser pautada no respeito. Mas é claro que tem aquele ciúme que faz bem para relação”, comenta o ator, de 23 anos, solteiro há mais de um ano.

Guilherme Leicam diz que sua arma de conquista é o bom humorJoão Laet / Agência O Dia

Mas como ninguém é de ferro, Guilherme conta que já teve suas crises de insegurança. “Quando uma mulher me ignora e faz aquele jogo para seduzir outro, eu fico com ciúmes. Entreguei o segredo dos homens”, acrescenta, aos risos. E quando o assunto é o jeito provocativo da classe feminina, o ator argumenta: “Eu entendo as mulheres. Elas têm necessidade de se sentir admiradas. Por isso, procuro sempre regar nesse aspecto de elogiar, dar carinho. Gosto de mulher vaidosa, não que se expõe. O visual dela não me incomoda, eu gosto de mulheres inteligentes. O meu negócio é amor, sexo e filosofia”, diverte-se.

Tomara que Neymar — namorado de Bruna Marquezine — seja tão tranquilo quanto Guilherme. A cena de sexo de Laerte e Helena, exibida na semana passada, deu o que falar. Mas Guilherme garante que não teve receio de provocar ciúmes no jogador do Barcelona. “Não me preocupei. Eu e Bruna somos atores muito técnicos, não teria graça se a gente se envolvesse, entende? Procuro não me envolver com nenhum tipo de gente da minha área para não dar o que falar”, reforça ele, que também dá detalhes da cena romântica.

“A gente não precisou nem tirar a roupa. O Jayme Monjardim (diretor) queria que fosse mais o beijo, o toque da mão, o olhar. Ele não deixaria uma mão passar pelo corpo de uma forma obscena. A cena foi bonita, sem ser vulgar. É tudo tão técnico que não dá para se envolver. O beijo, por exemplo, a gente nem usa língua”, faz questão de explicar.

Dono de uma biotipo típico dos galãs da televisão, Guilherme gosta de se sentir desejado, mas não é qualquer rabo de saia que faz o ator se interessar. “O que me provoca muito é uma boa conversa. A mulher que chega e, de alguma forma, mexe comigo”, avalia ele, que também tem suas preferências femininas. “Desde pequeno, sou apaixonado por cabelos, sou doido por cabelo grande. Também curto a troca do olhar, mas uma boa conversa sempre me diz o que a pessoa é. Às vezes, o cabelão e o olhar não dizem nada.”

Guilherme Leicam%3A 'Existem mil tipos de sedução e a minha arma é que sou muito palhaço. A sedução nem sempre é o calor da cama'Divulgação


Fazendo a linha sedutor, o ator revela que tem um ponto forte: o bom humor. “Procuro ser sedutor, né? Existem mil tipos de sedução e a minha arma é que sou muito palhaço. Procuro sempre divertir a pessoa com quem estou, porque, assim, ela vai gostar de estar ao meu lado. A sedução nem sempre é o calor da cama”, analisa o ator, que afirma nunca ter seduzido alguém da própria família (na ficção, ele se apaixona pela prima).

“Se eu morasse numa casa com a minha prima, descobrisse a sexualidade ao lado dela, ia acabar me envolvendo, assim como o Laerte. Só que eu sempre morei com meus pais e minhas primas moravam nas suas casas. Tinha um certo distanciamento, então, tinha tempo para eu me envolver com as meninas da escola e com o pessoal que conhecia por fora”, detalha o ator, que nasceu em Porto Alegre, mas se mudou para o Rio aos 13 anos.

Foi na Cidade Maravilhosa também que Guilherme descobriu o gosto pela fotografia. Durante a viagem que fez para Goiás, onde gravou parte de suas cenas na trama, o ator não desgrudou de sua câmera. Ela fez cliques dos lugares que conheceu e dos amigos de elenco. “Gosto muito de cinema e comprei a câmera para brincar com os amigos, fazer vídeos. Na viagem, a gente ficava mais à vontade, porque tinha dias que não gravava, e eu ficava fotografando.”

Agora, com a fama, ele vai ter que se acostumar a passar para a frente das câmeras. Durante a sessão de fotos que fez para Já É! Domingo, o ator posou com vários fãs.“Quando escolhi essa profissão, tinha plena consciência de como seria o assédio. Não me estresso com nenhum tipo de fã.”
Já o sobrenome Leicam, que Guilherme usa, é fruto de uma brincadeira de amigos. Seu sobrenome verdadeiro é Maciel. “Leicam é Maciel invertido. Isso era uma brincadeira que meus amigos faziam, de ler tudo de trás para frente. Eu não queria mudar, mas minha mãe sempre falava de numerologia e disse que esse nome ia fazer sucesso. Aí mudei. Depois que apareci na minha primeira novela, ‘Tempos Modernos’ (2008), minha família passou a adotar o Leicam no Facebook. Não acredito muito em numerologia, mas, se a mãe acredita, então eu não duvido”, diz, aos risos.

Guilherme, que só gravou dez capítulos e se prepara para se despedir do papel, aproveita para curtir a fama de galã do horário nobre. “A aposta que a Globo está fazendo hoje em mim está tendendo para esse caminho. Se eu tenho o perfil que eles querem e se souber me manter com o padrão deles de qualidade, não tem erro”, comenta ele, que quer fazer novos personagens complexos.

“Não tenho nada contra os mocinhos. As pessoas é que não sabem aproveitar as oportunidades. Fazer mocinho dá jabá pra caramba e todo mundo torce por ele. Quem tem preconceito é porque não sabe fazer. Aí, leva para aquele caminho arroz com feijão”, dispara.

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