Por daniela.lima

Rio - Mais vale um homem com dinheiro, casa e carro ou um que não tenha nada disso, mas que arrase na hora H? O grupo Psirico arrisca uma resposta na música ‘Lepo Lepo’, hit do Carnaval deste ano em todo Brasil e sucesso absoluto na internet (o clipe oficial já teve mais de 5 milhões de visualizações no YouTube), nos blocos, trios, festas e até no repertório de cantores consagrados como Ivete Sangalo e Bell Marques. 

Durante o Carnaval%2C Bruna Marquezine mostrou que sabe dançar o hit do PsiricoFred Pontes/Divulgação


Embora a música esteja na boca do povo, a conotação sexual de ‘Lepo Lepo’ fica por conta da imaginação de cada um. Mas, por causa da nova letra, Márcio Victor, vocalista da banda baiana, afirma que o assédio aumentou consideravelmente. Solteiro em Salvador, como ele mesmo se define, Márcio bem que gostaria de fazer o ‘lepo lepo’ com algumas famosas. “Ah, tem várias!”, diz, aos risos. “Faria com a Bruna Marquezine, que é linda e até postou um vídeo dançando minha música. Também tem a Xuxa Meneghel, a Gaby Amarantos. Tem uma galera que, se vier pra cá, pra Bahia, o ‘lepo lepo’ vai comer solto”, diverte-se.

‘Lepo Lepo’ é a tal da música cheia de onomatopeia, mas que gruda na cabeça e não sai mais. Márcio conta que nem tem conseguido dormir direito, de tanta euforia. Após 12 anos, a banda é, finalmente, reconhecida nos quatro cantos do país e até mesmo no exterior.

“É um grito contra o capitalismo. Cada um acha uma definição para ‘lepo lepo’, a gente tem a nossa, o Google tem outras, mas o importante é que ela é uma campanha pelo amor”, comenta o cantor.

“Com certeza, essa é a música do Carnaval de 2014. ‘Lepo Lepo’ já virou nome de barraca de cerveja, prato de comida oriental, sorvete, batatinha. O Neymar e o Daniel Alves fizeram a dancinha e a canção está em primeiro lugar nas rádios de Barcelona e Madri. Até no Japão tem gente cantando”, diz Márcio, emocionado, sem se preocupar com as críticas negativas. “Quando algo atinge a crítica, é por ter virado sucesso. Mas eu peço para os críticos avaliarem qual tipo de música eles querem para uma festa com mais de 6 milhões de pessoas nas ruas”, argumenta.

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