Por tabata.uchoa

São Paulo - Regina Duarte chegou sorridente para o lançamento do longa “Gata Velha Ainda Mia”, no qual dá vida a uma velha amarga chamada Glória, na noite dessa segunda-feira, em São Paulo. Com quase 50 anos de carreira, a atriz comemorou o fato de estar lançando um novo trabalho.

“É realmente uma noite espetacular. Saí de casa pensando que hoje não vou dormir às 11 horas, e vou até o sol raiar, se tiver companhia. Não vou embora porque hoje é dia de festa. Fazer cinema no Brasil é uma guerra, uma batalha, fizemos um filme com baixíssimo orçamento, com dificuldades e agora estou aqui lançando ele e para quem ele foi feito, que é para a plateia”, comemorou. “Esse suspense é aquele tipo de filme que não dá para falar muito. Quando você achar que está no meio já vai estar acabando e você vai querer mais, é um filme que você não vai esquecer”.

Regina Duarte na pré-estreia do filme 'Gata Velha Ainda Mia'Caio Duran / Ag. News

Sem convites na TV

Fora das telinhas desde 2011, quando viveu a Clô, em “O Astro”, a atriz acabou fazendo um desabafo sobre a falta convites para atuar. “Não tenho sido muito chamada para trabalhar, não sei bem o porquê. De qualquer maneira, algumas coisas que me chamam para fazer, também não quero. Tenho um compromisso em fazer sempre coisas com a qualidade das quais já fiz. Tem um certo patamar que não dá para regredir, enfim, estamos aí”.

Reflexo dessa ausência de espaço é a existência apenas uma pequena ponta de Regina em "Falso Brilhante", próxima novela do horário nobre de Aguinaldo Silva, na agenda da atriz. “São quatro capítulos, um aperitivozinho, estou morrendo de saudades da televisão e estou fazendo isso como uma retribuição amorosa para o Aguinaldo Silva, que foi quem escreveu a Porcina da Silva em ‘Roque Santeiro’ e nunca consegui trabalhar com ele. Ele me convidou e estou aceitando com muita alegria”.

Aos 67 anos, a atriz disse que encararia uma nova protagonista, mesmo se o ritmo de trabalho for intenso. “Se o personagem for estimulante, gravo 48 horas por semana, faço qualquer coisa. Quando o personagem vale à pena, o projeto, quando a obra é boa, você se joga de corpo e alma e se alimenta do próprio trabalho, mas também se não é realmente uma protagonista é pesado”.

Looks duvidosos

Regina vira assunto nas redes sociais toda vez que aparece embarcando em alguma ponte aérea, ou quando é fotografada passeando. E o motivo: os looks diferentes e ousados da atriz, como um pingentão em formato de lupa, um quimono japonês preso com um acessório parecido com uma pochete, e saias compridas combinadas com faixas na cabeça. “É que eu tenho um pé nos anos 1960, 1970, uma era hippie. Gosto de saião, aquelas coisas e tal, gosto de coisas confortáveis. Uso três, quatro bolsas. Hoje eu trouxe duas, e em uma delas um sapato baixo para quando cansar, já que estou de saltão. Gosto de conforto. Ninguém me veste, eu mesma me visto”, contou.

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