Ator João Vithor compra Fusca 69 e critica a tecnologia moderna

O Serginho da novela ‘Boogie Oogie’ quer voltar no tempo

Por O Dia

Rio - ‘Sinto saudade de um tempo que não vivi.” Com essa frase, João Vithor Oliveira, o Serginho de ‘Boogie Oogie’, deixa explícito o seu encantamento pelo ano de 1978, época em que a novela das seis é ambientada e que foi marcada pela disco music. O período de forte efervescência cultural, que permanece vivo na memória dos que já passaram dos 40, também desperta o saudosismo do ator, de 19 anos, que nem era nascido quando as pistas das discotecas ferviam ao som de ‘Celebration’ e ‘That’s The Way’. 

João Vithor é hiperativo%2C ao mesmo tempo em que dá entrevista dedilha o violão e brinca com o skateMaíra Coelho / Agência O Dia


O fascínio do jovem, que é sobrinho-neto do dramaturgo Domingos de Oliveira, não se deve simplesmente ao fato de integrar o elenco da trama de Rui Vilhena que resgata esse passado não muito distante. “Hoje, as coisas são descartáveis. O celular, as redes sociais tomaram conta de tudo. Agora, a gente fica o tempo todo olhando para uma tela, pode conversar com alguém que está do outro lado do mundo, mas prefere não conhecer quem está ao seu lado. Eu acho que, na época da novela, as relações eram mais próximas, mais intensas”, analisa.

Voltar no tempo para valer, João Vithor não pode. Mas trazer o que é antigo para o seu dia a dia é possível, sim. E não só quando entra nos estúdios de gravação da novela. O ator fez uma recente aquisição que deixaria o seu personagem morrendo de inveja. “Comprei um fusca 69, lindo, azul. Sempre sonhei ter um fusquinha e achei que era hora de comprar o meu primeiro carro quando fui aprovado para fazer a novela”, conta.

Identificação é o que não falta para João Vithor quando o tema é ‘Boogie Oogie’. Assim como o Serginho, que tem em Rafael (Marco Pigossi) o melhor amigo, o ator é parceiro de Pedro, seu irmão mais velho. “Temos uma ligação muito forte. O Serginho só não é parecido comigo no jeito de ser porque ele é calmo. O Serginho é uma versão melhorada de mim”, afirma.

O que há de pior em João Vithor também pode ser interpretado como o seu melhor. Hiperativo confesso, o ator é do tipo que faz tudo ao mesmo tempo agora. Enquanto conversava com O DIA, por exemplo, ele também dedilhava um violão e deslizava os pés no skate. Essa pluralidade se repete na profissão. No teatro, já fez assistência de direção, som, luz e coprodução. “Sempre fui hiperativo, mas não sou workaholic porque quando a gente faz o que ama não é trabalho, né? A vida é uma só, a gente só desce uma vez para esse play (risos), então procuro ser de verdade e fazer acontecer”, diz.

Fazer acontecer é coisa que João Vithor exercita desde os 3 anos, quando estreou como modelo em uma campanha publicitária. Daí para o teatro, foi um pulo. A primeira novela também não demorou a chegar. “Tinha 8 anos quando fiz ‘Floribella’ (Band). Era uma diversão, aprontava todas nos bastidores”, recorda. Nessa época, o sonho de ser jogador de futebol ficou para trás. “A veia artística falou mais alto”, afirma. E, ao contrário do que se pode imaginar, João Vithor não foi influenciado pelo tio-avô Domingos Oliveira. “Antes de eu querer ser ator, nunca tínhamos conversado sobre a profissão. Depois é que eu fui beber nessa fonte.”

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