No ar em 'I Love Paraisópolis', Eduardo Dussek comemora 40 anos de carreira

Ator vive o ex-rico Armandinho na novela das 19h da Globo

Por O Dia

Rio - O olhar de festa de Eduardo Dussek, eternizado em ‘Aventura’ — composição de 1986 feita em parceria com Luiz Carlos Góes — continua atual e pode ser visto em ‘I Love Paraisópolis’, onde o cantor, compositor, pianista e ator, de 57 anos, está ‘brindando cerveja como se fosse champanhe’ em comemoração aos seus 40 anos de carreira na pele do ex-rico Armandinho, que perdeu tudo o que tinha, menos a pose.

Eduardo Dussek na pele do golpista Armandinho de ‘I Love Paraisópolis’Divulgação

“Conheço muita gente que vive de aparência como o Armandinho, que é um cara fora da realidade, fora da casinha. Ele é preso aos valores antigos, não quer abrir mão de morar em um apartamento de luxo e, como precisa arrumar dinheiro para comer, trabalha como consultor de etiqueta, além de aplicar pequenos golpes e ser conselheiro sentimental. Muita gente me diz que ele é um vigarista do bem. Na verdade, o Armandinho precisa de luxo para ser feliz”, diz.

Já Dussek, não. “Se eu fosse rico, não ostentaria. Luxo para mim é ter bons amigos, beber bons vinhos, viajar de vez em quando e levar uma vida saudável. Não ligo para grifes, nem para carros caros, como o Armandinho. Mas ele tem um lado muito bacana que é o de ser sentimental, é um romântico incurável. Não é à toa que o Armandinho virou um conselheiro amoroso profissional”, comenta.

O romantismo presente no personagem de ‘I Love Paraisópolis’ e em canções como ‘Aventura’ e ‘Cabelos Negros’ também faz parte da vida do artista, mas em doses moderadas. “Sou um romântico realista, não entro em roubada, nem me apaixono fácil”, confidencia. Nada que impeça que os amores sejam bem-vindos. “No momento, estou enrolado (risos). E é bom ter um rolo! Mas não namoro por carência, namoro para crescer. Se o relacionamento não estiver bom, saio fora. Não tenho vocação para a infelicidade”, afirma.

Justamente por isso Dussek procura ter ao seu lado pessoas de bem com a vida, como ele. “Jamais me casaria com alguém mal-humorado. Sem bom humor, uma relação não se segura. Todo mundo tem defeitos, mas bom humor é imprescindível”, acredita.

A arte de sorrir até nos momentos difíceis é exercitada diariamente pelo intérprete do Armandinho da novela das 19h. “Dou risada até quando as coisas estão ruins. Às vezes, a desgraça é tanta que eu caio na gargalhada. O Brasil está de chorar, mas a gente tem que rir, afinal fomos nós que colocamos essas pessoas no poder”, observa.

A alegria e irreverência de Dussek estão em toda parte. “Vou fazer um CD duplo romântico, mas divertido, que vai reunir os sucessos da carreira e também músicas novas. Se tudo der certo, lanço até dezembro. Além disso, estou escrevendo uma peça, que vai ser uma comédia musical, e também vou escrever um livro, uma autobiografia. Estou com a corda toda.”

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