Vera Fischer diz que é possível ser feliz solteira depois dos 60

Atriz também comentou foto no aeroporto sem maquiagem e brincou que não era ela

Por O Dia

Rio - A eterna deusa está de volta aos palcos. Depois de nove anos sem fazer teatro, Vera Fischer estreia hoje a peça ‘Relações Aparentes’ no Teatro do Leblon, Sala Fernanda Montenegro. Na obra do inglês Alan Ayckbourn, a atriz, de 64 anos, é Sheila, uma mulher que desconfia que está sendo traída pelo marido, papel de Tato Gabus Mendes, mas ainda assim não tira o sorriso do rosto. “A Sheila é feliz, alegre, quase infantil e supersimpática com todo mundo. Ela é meio Vera Fischer (risos). Dá para ser feliz sendo traída. A gente não pode desistir da felicidade. Quem desiste da felicidade se torna uma pessoa feia, amarga e solitária”, diz.

Vera Fischer%3A 'Sou deusa%2C sexy symbol%2C miss%2C mãe%2C mulher' Divulgação

E se guardar mágoas não faz bem à pele nem à alma, simplesmente virar a página após sofrer uma traição pode ser o melhor caminho. “Traição merece perdão, claro! Perdão é uma palavra tão bonita. A traição não é inevitável, mas acontece em casamentos longos felizes e infelizes, com mulheres e mulheres, homens e homens... Pode acontecer com todo mundo e, às vezes, não acontece. A gente tem é que ser feliz. Felicidade independe de tempo, da qualidade do sexo ou da companhia. Dá para ser feliz sozinha”, afirma.

Solteira, Vera não está à procura de um novo amor. “Na verdade, sempre fui solteira, nunca me casei no civil. Mas como de fato eu fui casada a maior parte da minha vida, agora me dou o direito de ser solteira para o resto da vida. Não quero mais namorar, nem casar”, garante.

Os atores Anna Sophia Folch e Michel Blois com Vera Fischer e Tato Gabus MendesDivulgação

Nem perder tempo com o que os outros vão pensar ou falar. Flagrada sem maquiagem em novembro do ano passado no aeroporto Santos Dumont, Vera se viu em meio a uma polêmica relacionada à sua aparência.

“O que foi aquilo? Ali não era eu. Acho que fizeram um truque para eu não estar bem. Tenho mais o que fazer do que perder tempo vendo essas coisas, mas eu soube que teve muita gente me defendendo na internet, inclusive o Cauã Reymond. Acho bacana esse carinho, mas não existe esse negócio de a pessoa ficar feia porque está sem maquiagem. A pessoa é bonita ou não. Quem estiver na dúvida, vai ao teatro me ver”, dispara.

Vera Fischer flagrada sem maquiagemAgNews

O peso de ter conquistado o título de deusa quando protagonizou a novela ‘Mandala’ (1987) não a abala. “Não ligo para essa pressão de ser deusa. Sou uma deusa de carne osso e sou muitas Veras. Sou deusa, sex symbol, miss, mãe e mulher.”

Não é à toa que envelhecimento passa longe de ser assunto proibido para Vera. Sem perder o bom humor, ela fala sobre o passar do tempo. “É lógico que é possível ser feliz depois dos 60. Se o meu médico me diz que há um desgaste nos meus joelhos, eu sei que é consequência das aulas de balé, de jazz e das boates que frequentei. O que importa é ter vivido. Tem gente que nunca viveu, que só ficou sentado no sofá”, observa.

Parar e ficar olhando a vida passar realmente não combina com Vera. Intensa, ao mesmo tempo em que estreia a peça ‘Relações Aparentes’, produz um espetáculo ainda sem nome definido previsto para estrear no segundo semestre, além de escrever peças e livros. Já o retorno às novelas não está sob o seu controle. “Devem estar guardando um personagem maravilhoso para mim. Estou com saudades de fazer novela, minisséries, mas sigo contratada e aguardando chegar o personagem perfeito para mim.”

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