Debora Bloch fala de amor e solidão em sua nova peça

Peça 'Os Realistas', produzida pela atriz, estreia na sexta-feira

Por O Dia

Rio - Debora Bloch é só mais um ‘Silva’ em ‘Os Realistas’, que estreia amanhã no Teatro Poeira. Na peça do americano Will Eno, dirigida por Guilherme Weber, dois casais vizinhos de mesmo sobrenome e sem qualquer grau de parentesco expõem como enxergam a vida diante do imponderável. “A possibilidade da morte de um deles, que descobre estar muito doente, faz com que esses casais reflitam sobre casamento, amor, medos, fraquezas e, claro, morte. O texto fala de morte, mas tem humor. Embora não seja a comédia que o público está acostumado a assistir”, diz.

Debora Bloch divide a cena com Mariana Lima%2C Emílio de Mello e Fernando Eiras. Atriz ficou comovida com o textoLeo Aversa/ Divulgação

Fora da ficção, a indesejada partida costuma causar arrepios. Não em Debora, de 52 anos. “Não tenho medo da morte, nem penso sobre isso, mas é algo que a gente precisa aprender a lidar. Não é fácil perder amigos, pessoas queridas. É sempre duro, mas nos traz a consciência de aproveitar o hoje porque amanhã não se sabe. A vida é um fio. Sou grata por estar viva, com saúde”, comenta.

E se existe a chance de estar no palco, melhor ainda. Depois de fazer a novela ‘Sete Vidas’ (2015), a atriz mergulhou de cabeça na produção do espetáculo que a encantou há cerca de dois anos quando o assistiu em Nova York. “Quis montar essa peça por tratar de questões básicas e profundas do ser humano. Fiquei comovida, tocada com esse texto”, conta.

Entre as questões humanas abordadas em ‘Os Realistas’ está a solidão. “A peça fala sobre estar casado com alguém e ainda assim ser um solitário, não ter com quem dividir a vida. A solidão acompanhada é a pior de todas”, acredita Debora.

E quando não há cumplicidade em casa nada mais comum do que começar a olhar para o lado. “Não tratamos de traição, mas existe uma insinuação nesse sentido, já que levamos para o palco histórias de pessoas comuns se relacionando, vivendo”, observa a atriz, que contracena com Emílio de Mello, Fernando Eiras e Mariana Lima.

O passar do tempo é outro tema discutido à luz dos holofotes. “A minha personagem, por exemplo, é uma mulher que está envelhecendo, mas que não amadureceu, não sabe lidar com as dificuldades da vida. Sou o contrário. Amadureci bem cedo”, afirma.

De férias da TV, todas as atenções de Debora estão voltadas para ‘Os Realistas’. “Depois da temporada carioca, queremos levar a peça para São Paulo e viajar pelo Brasil. Ainda não sei se vou fazer TV em 2016, mas o ano está apenas começando”.

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