Por karilayn.areias
Milton%3A um show no mesmo espaço em que Albert Einstein discursouDivulgação

Rio - Colado a novos artistas desde quando ele mesmo era um jovem cantor e compositor, Milton Nascimento garante: ouve todos os CDs que os modernos nomes da música mandam para ele. “Vocês podem até não acreditar, mas ouço tudo. Sempre me mandam CDs, é um ciclo eterno”, garante o cantor, que estreia turnê, ‘Tarde’, hoje no Teatro Bradesco. Acústico, o show traz os violões dos irmãos Wilson e Beto Lopes e o contrabaixo de Alexandre Ito. Alguns deles, o cantor de ‘Travessia’ conheceu quando eram bem novos.

“Quando conheci o Wilsinho, ele era muito jovem. Eu estava passando numa festa em Minas Gerais, e ele falou: ‘E aí, Miltão doidão?’ Passei direto mas depois voltei nele e falei: ‘Quem é doidão aí?’”, brinca. O encontro gozador deu em música e trabalho, já que Wilson dirige a banda de Milton desde 1993. O irmão Beto já tocou “com todo mundo que você possa imaginar, de Lô Borges a Andy Summers”, conta Milton.
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O repertório do espetáculo novo acabou vindo da amizade com o trio. “Antes de virar show, já tínhamos tocado bastante juntos sem muito compromisso. E o repertório chegou naturalmente”, diz Milton, que apresenta clássicos como ‘O Cio da Terra’ e ‘São Vicente’.
Prestes a completar 50 anos de carreira discográfica (‘Milton Nascimento’, a estreia em disco, saiu em 1967), o cantor prossegue como um cidadão musical do mundo. Recentemente, tocou no Royce Hall, teatro da Universidade da Califórnia (Los Angeles) onde Albert Einstein apresentou a Teoria da Relatividade. E avisa que tem dois discos praticamente prontos, só com inéditas. “Num deles escrevi oito letras para músicas de outros parceiros. Mas como não tenho pressão de nenhum lado, estou fazendo tudo com calma.”
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