Emanuelle Araújo é a primeira rainha de bateria da história do Monobloco

Além de reinar à frente dos ritmistas, artista ainda cantará no desfile de amanhã

Por O Dia

A cantora baiana mostra toda a sua beleza%3A este ano%2C ela vai fazer novela e lançar CD soloRodrigo Lopes / Divulgação

Rio - Formada como foliã e cantora no Carnaval da Bahia, Emanuelle Araújo conta as horas para subir no trio elétrico e se tornar a primeira rainha de bateria da história do Monobloco. O desfile acontece amanhã na Rua Primeiro de Março, no Centro, e o papel da baiana não se limita a encantar a plateia e a dançar. “Vou cantar também algumas músicas com eles!”, diz, incluindo na lista ‘Beija-Flor’, do Carlinhos Brown, e ‘Faraó, Divindade do Egito’, da Banda Mel (a do “eu falei faraó/faraó”). E ela diz que vai unir as raízes baianas com a ironia do Carnaval carioca. “O Carnaval do Rio brinca com personagens nas fantasias. É um resgate, diferente dos Carnavais de outros estados, que têm uniformes, camarotes. Vou fantasiada como um personagem infantil que tem relação com as maravilhas do mundo. Só não posso te revelar qual é”, brinca.

Apesar da beleza e da relação com o Carnaval, Emanuelle nunca tinha sido rainha de bateria. Não foi por falta de convite: ela já tinha sido chamada por escolas de samba do Rio de Janeiro, cidade onde mora há 12 anos, mas nunca aceitou. “Eu nunca achei que combinasse comigo estar na Sapucaí nesse papel”, conta, dizendo que precisaria ter toda uma relação com a escola, com a comunidade, para se sentir mais tranquila como rainha. Com o Monobloco, que conhece há bastante tempo, é bem diferente.

“Sou muito amiga do Pedro Luís (um dos fundadores do bloco). Ele até fez a trilha sonora de um filme no qual trabalhei, o ‘S.O.S. — Mulheres ao Mar’ (lançado em 2014, dirigido por Cris D’Amato). E antes disso, acompanhava o bloco como fã, espectadora. Estive presente em todos os ensaios do Monobloco e muita coisa que vou cantar com eles surgiu nos ensaios”, anuncia.

Como baiana ligada ao universo do samba e da MPB, Emanuelle é bastante carnavalesca. “Minha carne é de Carnaval!”, brinca, citando o primeiro verso de ‘Swing de Campo Grande’, sucesso dos Novos Baianos. Ela nem sabe dizer ao certo quando começou sua época de festa, porque já praticamente nasceu no meio dela. “Comecei nas artes muito cedo, a cantar muito cedo. Gosto muito de Carnaval e tive a oportunidade de estar agora no Carnaval do Recife e de Olinda. Fiquei muito encantada”.

Emanuelle entre os integrantes do Monobloco%2C que desfila amanhã%2C na 1º de MarçoDivulgação

Tem música e novela no caminho de Emanuelle. Ela vai viver Yara e formar um casal com Tuca Andrada em ‘Sagrada Família’, novela das 21h prevista para o segundo semestre e substituta de ‘Velho Chico’, que estreia em março. Em abril sai o novo disco do Moinho, que ela mantém com Toni Costa e Lan-Lan, ‘Éolo’. E tem seu primeiro disco solo, de intérprete, produzido por Kassin e ainda sem data para sair. “Tem músicas de compositores baianos como Gerônimo e outras de Paulinho Moska, Celso Fonseca... Gravei também Gabriel Muzak e Domenico Lancelotti”. Sem falar na carreira musical da filha de 22 anos, Bu Araújo, que ela acompanha. “O importante é que ela crie a identidade profissional dela. Nossa parceria é em casa, com muito estímulo e companheirismo”, diz.

Últimas de Celebridades