Carol Castro acredita que sofrer por uma paixão faz parte da vida

Atriz está no elenco da novela 'Velho Chico', que estreia na próxima segunda-feira

Por O Dia

Rio - Quando pisou no estúdio para fazer um teste para integrar o elenco de ‘Velho Chico’, nova novela das 21h que estreia amanhã, Carol Castro, 31 anos, tinha apenas uma certeza: queria fazer parte da seleção a ser escalada pelo autor Benedito Ruy Barbosa e pelo diretor artístico Luiz Fernando Carvalho.

Para garantir o seu lugar na história ambientada às margens do Rio São Francisco, não economizou. Antes que qualquer texto saísse de sua boca, cantou ‘Besame Mucho’, encantou e carimbou o seu passaporte para interpretar Iolanda, cantora baiana com ascendência espanhola que vai cair de amores (e ser correspondida!) por Afrânio, papel que marca a volta de Rodrigo Santoro à TV depois de dez anos de dedicação ao cinema e ao mercado internacional. “Amor como esse acontece poucas vezes na vida. A Iolanda e o Afrânio respiram um ao outro 24 horas por dia”, adianta.

Carol Castro acredita que sofrer por uma paixão faz parte da vidaDivulgação

A intensidade dessa paixão será traduzida em sequências tórridas. “Eu e o Rodrigo temos cenas de sexo que revelam o amor incondicional, a força e o romantismo desse casal. A relação deles é tão verdadeira que sobrevive a uma longa separação”, comenta a atriz, que foi casada com os atores Marco Bravo e Raphael Sander e que atualmente namora o violinista Felipe Prazeres.

É no final dos anos 60 que Iolanda e Afrânio se envolvem, mas esse romance é interrompido após a morte do Coronel Jacinto Sá Ribeiro (Tarcísio Meira). Diante da perda do pai, o jovem sedutor se vê obrigado a deixar Salvador para cuidar dos negócios da família no sertão nordestino. As juras de amor eterno, que tinham tudo para virar pó, só se mantêm vivas por conta de um sentimento capaz de superar até o abandono.

“A Iolanda sofre muito, mas sofrer por amor faz parte da vida de todo mundo. Não tem como se fugir disso. Só que a Iolanda tem certeza de que esse amor é capaz de superar todos os obstáculos, inclusive o tempo e a distância”, observa, complementando. “Ela espera uma vida inteira pelo Afrânio. A Iolanda simboliza o amor, é uma espécie de amor ambulante. Como ela, sou romântica, então acredito que vale a pena esperar por um grande amor”, diz.

Em 25 capítulos, Carol e Rodrigo andam de mãos dadas para contar essa história de amor, que terá continuidade nos dias de hoje quando serão substituídos por Christiane Torloni e Antonio Fagundes, respectivamente. “Não estou triste por deixar a novela. É até poético entregar a Iolanda nos braços da Christiane, que foi minha mãe no filme ‘Open Road’ (2013). No período de preparação para a novela, nós investigamos juntas quem é essa mulher e cantamos uma de frente para a outra como se estivéssemos diante de um espelho. Foi lindo, choramos”, recorda.

Especial também foi o reencontro com Rodrigo Santoro. “Nos conhecemos em ‘Mulheres Apaixonadas’ (2003), mas só agora tivemos a oportunidade de contracenarmos intensamente. O bacana é que ele não se coloca no lugar de astro de Hollywood. O Rodrigo é um cara simples, profissional e, claro, excelente ator. Por tudo isso, a nossa troca cênica é muito rica”.

MISTICISMO NA NOVELA 'VELHO CHICO' E NA VIDA

Além do romantismo, a Iolanda, de ‘Velho Chico’, tem outro traço marcante na sua personalidade. “Ela tem uma intuição muito forte e lida com o destino de maneira diferente, já que consegue vê-lo nas mãos”, diz. Carol não tem esse poder, mas já teve curiosidade em saber o que o futuro lhe reservava.

“O meu destino já foi lido em cartas e muita coisa aconteceu mesmo. Hoje em dia, deixo as coisas acontecerem naturalmente. Gosto de me surpreender com a vida. Mas acredito em intuição, vidência, destino. Nada é por acaso, tudo tem um motivo de ser”, aposta. A multiplicidade de crenças não permite que Carol siga uma única religião, ainda que a fé ande ao seu lado. “Sou católica, espírita... Acredito em Deus.”

Últimas de Celebridades