Márcio Garcia conta que teve medo de programa não dar certo

‘Tamanho Família’ estreia a segunda temporada neste domingo

Por O Dia

Rio - Teve uma época na vida de Márcio Garcia que ele ouvia que família não estava com nada, que estava em baixa. Ele até pensava que, se o programa ‘Tamanho Família’ desse errado, é porque o mundo está errado. Mas para a felicidade do apresentador e da produção, a atração caiu no gosto do público e estreia hoje a segunda temporada na Globo. “Fizemos um programa original, absolutamente despretensioso. Deu um pouco de medo porque não tem prêmio em dinheiro, não tem nada demais no programa”, destaca o apresentador, aos risos.

Márcio Garcia comanda o 'Tamanho Família'Divulgação

DESTAQUES DA ATRAÇÃO
As novidades dessa edição ficam por conta dos convidados. Camila Queiroz e Luan Santana na estreia, e nos programas seguintes Mariana Ximenes, Claudia Raia, os irmãos Felipe Simas, Rodrigo Simas e Bruno Gissoni, Marília Mendonça, Paula Fernandes, César Menotti & Fabiano, Wanessa Camargo, Daniel, Fafá de Belém e Gaby Amarantos. “A minha predileção será sempre por quem quer vir ao programa. Vou dar sempre prioridade a quem quer vir. Acho que as pessoas que querem vir merecem vir”, explica. Só a Ivete Sangalo que não pôde ir por questão de agenda, já que tirou férias. Mas ela já deu sinal de que deseja ir na próxima temporada. “Se Deus quiser, vai ter”, torce Márcio.

SÓ UMA TV EM CASA
Casado há 14 anos com a nutricionista Andréa Santa Rosa Garcia, ele é pai de Pedro (13 anos), Nina (11), Felipe (8) e João (3). Garcia conta que a residência da família tem uma TV para todo mundo. “A gente tinha computador no quarto das crianças. Mas tiramos”. Agora é uma máquina para o uso coletivo. “Ficou confuso? Ficou. Porque todos têm que fazer dever da escola pelo computador. Mas a gente se organizou e deu certo”, explica.
Ele conta que a solução é a mesma quando se trata de ir ao cinema com os herdeiros. “Um filme que um quer ver e o outro não, então vai brincar e depois vê outro filme. Não tem filme para todo mundo. E no cinema, a gente se divide. Eu vou para um filme e a Andréa para outro. E a babá para outro. É assim que a gente faz”, detalha.

No quesito notas escolares, os filhos de Márcio e Andréa são, segundo o pai, ótimos alunos. “Não tenho do que reclamar. Todos são muito bons alunos. Muito melhores do que eu fui. Era muito mais solto. Nem sei. Eu falo para a Andreia, eu vivia na praça. Era muito moleque de rua. Adorava brincar na rua”, lembra.

ESTRATEGISTA
Tirar essa necessidade de aparelhos eletrônicos é algo bem presente na rotina da família Santa Rosa Garcia. Tanto que o primogênito, Pedro, só tem direito a uma hora de telefone. “Está revoltadíssimo. Não é fácil porque os amigos têm telefone full time. Mas vale a pena o sacrifício. Vale a pena comprar a briga. Acho que, quando eles crescerem, vão me agradecer”, frisa.

Quando tem que fazer algum anúncio — como a retirada dos computadores dos quartos ou da necessidade de usar o cinto de segurança —, Márcio Garcia conta que desistiu de falar na hora da janta (“O nosso jantar é quase um gerenciamento de crise. Porque todo mundo fala, é uma bagunça”, diverte-se). Ele então aprendeu alguns truques no dia a dia com os quatro filhos. “Eu trabalho sempre do mais velho para o mais novo. Levo para comer. Vou no de 13, trago ele, a de 11 às vezes vem e às vezes não. O de 8 anda meio rebelde. Mas se o de 13 fala, o de 8 aceita. Para ele, o mais velho é o ídolo”, entrega.

PAI DOS SONHOS?
Aos 47 anos, Márcio conta que não sabe se é o pai que sempre sonhou (“Mas estou sempre sonhando em ser o melhor pai que eu possa ser”, diz) e que educar não é das missões mais fáceis. “É muito difícil educar. Porque educar da forma certa você não tem a gratidão do teu filho imediata”, observa. A preocupação com o que e onde os filhos navegam na internet é total, e nesse ponto, tê-los em casa é uma forma de ver o que acessam. “A gente fica mais de olho. Até porque o mundo de hoje não é tão seguro como na minha época”, lamenta.

Márcio com a mulher e os filhosDivulgação

NADA DE VOLTAR A ATUAR
A carreira de ator de novelas pelo visto ficou mesmo no passado. O último folhetim dele foi ‘Babilônia’, em 2015, na Globo. “Não tenho pretensão de fazer mais novela. Hoje, para a vida que eu levo, não caberia. Eu recebi convite há pouco tempo e disse: ‘Oh, não quero me tornar um problema’. Porque uma pessoa ocupada para fazer uma novela vira um entrave para a produção”, justifica. E ele já tem planos profissionais para dezembro. “É um projeto de filme que acho que vai virar série da Globo. Vão me ver na telinha de novo. Mas não posso contar o que é”, despista.

HERDEIROS ARTISTAS
Sobre a possibilidade de os filhos seguirem carreira artística, ele diz que todos gostam desse universo, cada um com sua peculiaridade. Nina está tocando piano muito bem, além de cantar. Pedro canta e toca violão e flauta. Felipe faz aula de arte em atividade extracurricular. Até outro dia, ele fez um quadro que os pais mandaram emoldurar. “A gente não pressiona ninguém. A gente dá sempre espaço, e as atividades fora da escola são sempre as que eles demandam. Todos têm um pouco de vontade e o tempo vai dizer que caminho eles vão seguir”, diz o paizão. 

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