Daniel Oliveira diz que atual personagem é uma oportunidade de extravasar

'Personagem me dá a chance de falar coisas que não falaria no dia a dia', declara o intérprete do advogado Vitor em 'Os Dias Eram Assim'

Por O Dia

Daniel OliveiraDivulgação

Rio - Não se deixe levar pelo par de olhos azuis e rosto de bom moço. Vitor (Daniel de Oliveira) não vale nada. Raivoso, invejoso, obsessivo, agressivo, controlador, manipulador e dominador. Essas só são algumas características do perigoso advogado de ‘Os Dias Eram Assim’, supersérie da Globo. “Esse lance de ser do lado obscuro da força me atrai muito, porque você fala umas coisas que você não falaria no seu dia a dia. Graças a Deus, eu sou um cara muito positivo, mas o personagem me dá liberdade de extravasar essa outra coisa, esse sentimento ruim que ainda bem que não tenho”, justifica Daniel de Oliveira.

VIOLENTO E OBSESSIVO

Na trama de Angela Chaves e Alessandra Poggi, Vitor já protagonizou cenas de sexo violento — ele extravasou sua raiva na garota de programa Sara (Julianne Trevisol) — e mostrou seu descontrole ao socar um espelho. E o personagem ainda fará mais.

Para se livrar de vez do rival, Renato (Renato Góes), na disputa pelo amor de Alice (Sophie Charlotte), Vitor tem a ideia de plantar artefatos de uma bomba na casa do médico e, com o apoio da polícia, acusará Renato e o irmão, Gustavo (Gabriel Leone), de terrorismo, incluindo a dupla na lista dos procurados pela ditadura. Para o ator, o regime político apoiado por seu personagem na TV merece ser visto com atenção.

“Temos sempre que olhar para esse período nosso e tomar cuidado para não se repetir, porque a história é cíclica. Apesar dos pesares, a democracia até agora é o melhor sistema, melhor que uma ditadura. Vemos exemplos vizinhos, como a Venezuela, passando por um momento terrível. O Nicolás Maduro (presidente) já está até podre, mas não larga de jeito nenhum”, opina o ator de 39 anos.

FÉRIAS COM A MULHER E OTTO

‘Os Dias Eram Assim’ é a segunda produção em que Daniel contracena com a mulher, a atriz Sophie Charlotte. Antes, eles atuaram juntos em ‘O Rebu’, de 2014, quando se conheceram.

O casamento aconteceu em 2015 e, no ano seguinte, nasceu Otto, de 1 ano, o primeiro filho do casal — e o terceiro de Daniel, que é pai de Raul, de 9 anos, e Moisés, de 6, ambos do seu relacionamento com a também atriz Vanessa Giácomo. “Eu e Sophie juntos é ótimo, aí dá pra tirar férias juntos também (risos)”, entrega. E sobre o herdeiro do casal, o pai coruja é breve. “Ele nunca deu trabalho. É um menino bom demais, muito calmo. É ‘menino bão’”, revela o ator mineiro.

PARCEIROS DE TRABALHO

Daniel de Oliveira conta que aceitou o convite para a produção porque achou interessante contar a história do Brasil na supersérie. Para ele, não tem muita diferença entre a produção e uma novela. “Eu vou fazendo o personagem independentemente do tempo que dure. São 88 capítulos, e eu enxergo como um trabalho de 88 capítulos, e você trabalha o personagem daquela forma que você não sabe o que vai acontecer com ele”, frisa o ator, que foi atraído também pela oportunidade de poder voltar a trabalhar com o diretor artístico Carlos Araújo, de trabalhar com o diretor de fotografia Walter Carvalho e atuar ao lado de Susana Vieira. “Está sendo sensacional. A Susana é muito divertida, uma gata, uma parceira de cena, e a gente troca muito. Eu dou muita risada porque ela tem um senso de humor muito bom”, entrega ele sobre a companheira de cena.

Vitor com Alice (Sophie Charlotte)Divulgação

CD AUTORAL

Paralelamente ao trabalho como ator, Daniel quer investir na carreira de cantor. Tanto que ele pretende lançar ainda este ano um CD autoral. “Estou fazendo um disco com um camarada que se chama Bid. Era da banda Tokyo e, desde os 17 anos, ele faz música. É um cara extremamente importante na música atual e faz trilha sonora para cinema também. Numa dessas, eu vi o trabalho dele e pedi que ele produzisse um disco meu”, revela.

Os anos passaram e Oliveira seguiu com a carreira de ator, mas não esqueceu o sonho de colocar o seu projeto na praça. “O disco se chama ‘Cine-Música Particular’. Tem esse nome porque vou trabalhar com performance e o fiz em processos cinematográficos, durante as filmagens. Às vezes, eu pegava o violão e escrevia uma letra”, entrega.

Quando será o lançamento? “Ainda não tenho data, mas quero que seja este ano e gostaria de fazer o primeiro show em Manaus, porque foi lá que surgiu um personagem meu chamado Homem Lama, que estampa a capa do álbum. Personagem que criei durante uma viagem a Manaus junto com o Matheus Nachtergaele”, conta. 

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