Por tabata.uchoa
Paola Oliveira diz que acredita em monogamiaDivulgação

Rio - Paolla Oliveira vai comer o pão que o diabo amassou na nova trama das 21h, ‘Amor à Vida’, que estreia amanhã. Mas sua mocinha nem de longe é das mais chatas, a pobre coitada que sofre a novela inteira. É! Ela vai chorar, sim, bastante, mas não é só. “Ultimamente, as pessoas têm gostado mais do vilão porque ele faz coisas que a gente não faria, foge às regras, é gostoso de ver. Mas eu sou apaixonada pelas minhas mocinhas. A Paloma é diferente. Choro muito, sofro, não tenho mais lágrimas, mas é um sofrimento real. É uma mulher de personalidade, o que a torna interessante. Ninguém é só bom ou só mau”, avalia a atriz.

Paloma também é aventureira, capaz de largar uma vida de luxo e conforto por um grande amor, sacrifício que Paolla não faria. “Eu sou mais pé no chão, pensaria duas vezes antes de abandonar tudo. Mas quem sabe? Depende de com quem e como você está. Acredito que as coisas têm que ser feitas com amor, se não tiver isso não estou vivendo direito. Tenho que ter prazer”, explica.
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A liberdade que a personagem busca ao deixar para trás a família rica para cair na estrada com Ninho (Juliano Cazarré) não seduz Paolla. “Como ela, não. Paloma tem 20 anos, está descobrindo a vida e encontra um rapaz incrível. É uma situação particular. Eu só queria poder fazer algumas coisas, como ir à praia tranquila ou ter um relacionamento mais cuidado. Nada demais. Sou feliz assim. A falta de liberdade é suprida por outras coisas boas”, justifica.
Na história de Walcyr Carrasco, Paloma é filha de César (Antonio Fagundes) e Pilar (Susana Vieira). A mãe é apaixonada pelo pai, mas ele mantém uma relação extraconjugal. Casada há três anos com o também ator Joaquim Lopes, Paolla acha possível haver fidelidade em um relacionamento duradouro: “É o que se espera, né? Casamento só existe se tem amor, e se tem amor, é fiel. Acredito na monogamia. Se duas pessoas estão juntas e felizes, uma terceira não é mais importante que isso”.
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Mesmo assim, ela não vislumbra uma união de conto de fadas. Não quer saber de vestido de noiva, igreja, festa. “Sonho com outras coisas, com uma relação sólida, firme, que eu tenha prosperidade nas minhas escolhas. Cresci, amadureci, conquistei muitas coisas, não só materiais”, diz Paolla. Ela tem um sonho: “Um sítio. Adoro uma cachoeira”.
Essa energia da natureza ela sentiu no Peru, onde foram gravadas as primeiras cenas da novela. “Nunca tinha viajado para gravar. Foi uma experiência maravilhosa. A viagem dá o tom da novela, nesse caso deu o clima do romance dela com o Ninho. Foi lá que a filha (Klara Castanho) foi concebida, que ela fez as escolhas que vão mudar a vida dela para sempre. Para a minha personagem foi extremamente importante”. Paolla só estranhou a comida. “Tinha carne de lhama, mas eu não comi. É um bicho estranho, parece uma mistura de avestruz com ovelha. Achei tudo lindo, mas gravamos 18 dias incessantemente. Só tive uma folga de aniversário”, conta a atriz, que fez 31 anos no dia 14 de abril.
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Na viagem, a personagem engravida e o casal volta ao Brasil. Para conseguir dinheiro, Ninho transporta drogas e acaba preso. O vilão Félix (Mateus Solano), irmão que a odeia sem ela saber, rouba a criança e joga numa lixeira. Bruno (Malvino Salvador) socorre a menina e, dez anos depois, ele e Paloma se encontram e se apaixonam. A carga dramática é intensa: “Sou emotiva, choro com facilidade e Paloma tem me arrancado coisas que nem eu esperava. Ando à flor da pele porque as cenas são muito fortes. Nessas horas esqueço tudo, se estou descabelada ou babando de fúria”.
O triângulo amoroso formado por Juliano Cazarré, Paolla Oliveira e Malvino Salvador vai movimentar a trama. Em casa, a atriz assume que rola um certo ciúme das cenas mais íntimas. “A gente tenta lidar com naturalidade. Claro que se não tiver ciúme, não é real, é até desumano. A gente vê quando dá, quando é necessário, deixamos rolar, é trabalho”, garante.
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Joaquim também está no ar, na novela das 19h, ‘Sangue Bom’, mas eles evitam falar muito da profissão. “Não batemos texto juntos, a gente estuda. Na verdade, tentamos separar um tempo para a gente. Tentamos manter o equilíbrio para ser um casal normal”, conta.
Pediatra na novela, Paolla frequentou clínicas e assistiu a alguns partos para ajudar na composição da personagem. “A pediatra Vanessa Soares está me ajudando nesse processo e a entender a doença autoimune que a Paulinha (Klara Castanho) vai ter. Vi muitos bebês, fui a emergências, plantões, uma loucura. Foi aí que a parte emotiva da personagem começou a ser construída”, conta Paolla.
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Quando Paloma descobrir que é mãe da menina, mesmo estando envolvidos, ela e Bruno vão disputar a guarda da criança na Justiça. “A mãe tem mais direitos, mas depende da situação. Quem cria, às vezes, é mais importante. Nesse caso, ninguém tem culpa. Ela vai batalhar para reconquistar a filha e tentar recuperar o tempo perdido. Algo que foi desviado no caminho”.
Outro assunto que será abordado na história é a bissexualidade, mas Paolla foge da polêmica se deve ou não ter beijo gay na TV. “Isso é o de menos. Acho que as pessoas querem puxar o foco para o menos importante porque não estão preparadas para ver a realidade. Se é bi ou homossexual, tem que respeitar”.
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Além de todo drama da novela, os nomes da atriz e da personagem têm confundido elenco e equipe. Até a repórter trocou as ‘bolas’. “Bem-vinda ao clube”, brinca Paolla. “Todo mundo já caiu nessa. Estão confundindo muito. Outro dia, brinquei com a Klarinha: ‘Só falta você me chamar de Paolla’. Na hora da cena, não deu outra. Eu dou risada”.
Ela volta ao horário nobre bem mais magra e diz que afinou porque tratou da saúde, não pelo trabalho. Paolla foi diagnosticada com hipotireoidismo: “Descobri outras disfunções hormonais também, que me deixavam mal, sem sono, sem energia. Passei um ano me cuidando, sem neuroses, dietas severas. Melhorei a saúde e, consequentemente, a aparência”.
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Quem é quem
SUSANA VIEIRA é a elegante Pilar. Mãe de Félix (Mateus Solano) e Paloma (Paolla Oliveira), ela idolatra o filho e tem uma relação conturbada com a filha. É apaixonada pelo marido, César (Antonio Fagundes), clínico geral, que vive às turras com Félix
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BRUNO (Malvino Salvador) encontra Paulinha (Klara Castanho) na lixeira e adota a menina. Anos depois, se apaixona pela mãe dela (Paolla Oliveira).
EDITH (Bárbara Paz). Estilista, casada com Félix (Mateus Solano), não sabe que o marido é, na verdade, um gay enrustido.
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NIKO (Thiago Fragoso) é dono de um restaurante, casado com o advogado Eron (Marcello Antony). Eles terão um filho através de barriga de aluguel, gerado por Amarylis (Danielle Winits). Mais adiante, ela e Eron terão um caso.
NICOLE(Marina Ruy Barbosa) terá uma doença terminal. Vai se apaixonar por Thales (Ricardo Tozzi) e será enganada pela amiga Leila (Fernanda Machado).
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