Rio - Uma história de amor. É assim que Ricardo Tozzi resume o envolvimento de Thales, seu personagem em ‘Amor à Vida’, com duas mulheres. No primeiro momento, o jornalista e escritor pobretão será convencido pela namorada, a ambiciosa Leila (Fernanda Machado), a seduzir e conquistar a órfã milionária Nicole (Marina Ruy Barbosa), para botarem a mão na fortuna dela. Só que, depois, o golpe do baú não sairá como o planejado pelo casal.
“Ele vai dar esse golpe achando que está fazendo um bem para a garota. Como a namorada só pensa em dinheiro, faz o que ela pede por insegurança. Mas tudo será em nome do amor”, diz o ator, que acrescenta: “Ele pode ter um caráter dúbio, sim. Isso é um mistério. Ninguém sabe qual é a dele. Para mim, isso é muito legal”.
Para ajudar a namorada a se dar bem, Thales vai se casar com Nicole. Mas uma reviravolta na trama vai aproximar os pombinhos: a riquinha sem família vai descobrir que tem uma doença incurável. Depois disso, o escritor malsucedido vai dar todo apoio a ela e se apaixonar de verdade, enquanto os planos de Leila vão por água abaixo. Contudo, o ator prefere fazer suspense sobre o desenrolar da história.
“Thales é um ser humano bem normal, não é vilão, um desgraçado. Mas é um cara que começa a observar as oportunidades que antes não tinha, a coisa do deslumbre. Ele é seduzido pela possibilidade de ficar rico”, defende Tozzi. “Não dá para dizer se a conduta dele vai ser baseada numa boa ou má intenção, ou uma mistura de tudo isso. A trajetória do personagem está aberta”, despista.
O ator aposta que o triângulo amoroso vai mexer com o público. “Estou muito feliz de pegar uma história de drama, porque nada me estimula mais do que o ser humano, as emoções e as fraquezas. Acho que isso é o suficiente para as pessoas se envolverem. Todo mundo é carente, inseguro, fica de saco cheio, tem medo das coisas. Mostrar isso na TV é uma forma de todo mundo se reconhecer, se interessar”, teoriza.
Depois de viver o machão Douglas em ‘Insensato Coração’ e os gêmeos Fabian e Inácio em ‘Cheias de Charme’, Ricardo dá graças a Deus por não viver um personagem ‘certinho’. “Não fiquei numa zona de conforto. Acho que consegui escapar do papel do mocinho chato, comum. Espero nunca fazer esse papel”, diz.