Por tabata.uchoa
Publicado 14/06/2013 17:15

Rio - ‘Eu acredito mesmo que o amor seja a coisa mais importante da vida”. A frase de Leona Cavalli é um reflexo também de sua personagem Glauce, a obstetra do hospital San Magno, em ‘Amor à Vida’. Mas uma reviravolta na trama pode transformar o ato de amor da médica, que registrou indevidamente o nascimento de Paulinha (Klara Castanho) para agradar ao amado Bruno (Malvino Salvador), em uma verdadeira ação premeditada. Ao que tudo indica, Glauce induziu a morte de Luana (Gabriela Duarte) ao optar pelo parto normal quando a paciente tinha uma gravidez de risco, o que descarta a possibilidade de uma falha no roteiro da novela, conforme especulado nas redes sociais.

Mistério de ‘Amor à Vida’%3A personagem de Leona pode ter levado Luana (Gabriela Duarte) à morte para ficar com seu marido (Malvino Salvador)José Pedro Monteiro / Agência O Dia


“O Walcyr vai tocar nesse assunto ainda, na questão do parto. Isso eu posso adiantar. Acho que revelações sobre esse parto ainda virão à tona. Walcyr fez essa cena sabendo o que estava fazendo, com uma pesquisa grande e acompanhamento médico no dia da cena. Sou apenas uma intérprete, mas sei que o texto dele é muito bem pesquisado. Pode até ter sido um erro médico, mas acontece, infelizmente”, diz Leona, sem confirmar a hipótese de que sua personagem pode ter planejado a morte de sua paciente. “Não sei. Será uma surpresa para mim também, mas sei que essa situação vai ser revisitada”, garante.

A complexidade de seu novo papel é o fator mais instigante na hora da atuação, acredita Leona. Em seu trabalho anterior, não com menos intensidade, mas com um pouco mais de humor, a atriz viveu a prostituta Zarolha, em ‘Gabriela’.

“Glauce vive um conflito muito grande. Uma médica obstetra que se vê numa situação delicada e que, por amor, faz uma coisa que é contra a ética médica. Isso vai ter um desenvolvimento muito grande durante a trama toda, situações conflituosas para ela mesma. E é bom porque faz com que ela seja uma personagem rica, cheia de sentimentos. Não a vejo como uma vilã, muito pelo contrário”, defende.

Leona CavalliJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

Envolvida diretamente com crianças na ficção (Leona também viveu a pediatra Celina, em ‘A Vida da Gente’), a gaúcha, de 40 anos, não sonha com filhos na vida real. “Nunca fui apaixonada pela ideia de ter filhos. E sou muito feliz assim. Adoro criança, mas ainda não tive a paixão, o desejo de ter uma. Já tive namorados que quiseram e até já cheguei a pensar nessa ideia, mas a minha carreira sempre está em primeiro lugar. Acho que para ser mãe é muito importante ter responsabilidade, se dedicar, ter uma família, criar uma criança direito. Para ter de qualquer jeito, não vale a pena”.

Mesmo com sua agenda lotada por conta das gravações da novela e com o tempo que reserva para terminar seu segundo livro, Leona ainda arruma um jeitinho de levar alegria às crianças hospitalizadas. “Criei esse personagem eterno, é uma coisa independente. Me visto de palhaço e vou aos hospitais. Era uma necessidade que eu tinha. Comecei a colocar em prática quando ainda estava na novela ‘Belíssima’. Na televisão, não fiz tanta comédia quanto eu gostaria, quero fazer mais”, conta ela, que se sente bem ao fazer as pessoas darem risadas.

Mas quando o assunto é sua boa forma, a atriz fala sério. Não dá bola para a imagem de símbolo sexual e diz que o corpo é resultado de alimentação balanceada e exercícios. “Não como muito. Sou vegetariana há mais de dez anos. Também faço ioga, malho, adoro ficar no meu sítio cuidando das plantas, danço no jardim e pratico meditação. Uma atriz tem que se sentir bem para que seja possível viver personagens distintas”, explica Leona, que posou para a revista ‘Playboy’ no ano passado e já fez alguns ensaios sensuais.

Mas ela garante que não vai mais aparecer em revistas masculinas sem roupa. “Agora eu não posaria. Aquele foi o momento. Coincidiu de ser na época da Zarolha, mas não posei por causa dela. Encarei como um trabalho como outro qualquer, como se tivesse vivendo a situação de uma personagem”.

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