Em 'Saramandaia', Gabriel Braga será professor que vira lobisomem

Remake traz Gabriel Braga Nunes como Aristóbulo, personagem que foi de Ary Fontoura na primeira versão

Por O Dia

Rio - ‘Vira, vira, vira homem, vira, vira. Vira, vira, lobisomem’. Os versos da canção ‘O Vira’, lançada em 1973 pelo grupo Secos & Molhados, ainda fazem sucesso. Mas o que poucos sabem é que se transformar em lobisomem dá um tremendo trabalho. Gabriel Braga Nunes, que se torna a criatura peluda no remake de ‘Saramandaia’, demora cinco horas no processo de caracterização.

As equipes de maquiagem e efeitos especiais trabalham duro para que tudo possa parecer o mais real possível. Para isso, o corpo do ator foi escaneado e moldado em fibra de vidro. “Trabalhamos com muitas próteses e possibilidades de movimentos. Dependendo do plano da câmera, montamos o lobisomem completo ou apenas parte dele. São próteses ultrarrealistas. Costumamos montar o corpo todo para as cenas de ação, porque dá mais mobilidade”, conta o ator.

Gabriel Braga Nunes é Aristóbulo%2C o orador oficial dos eventos da cidade de Bole-Bole%2C que vira lobisomem à meia-noite%2C sempre de quinta para sextaDivulgação

Não foi em Jack Nicholson, em ‘O Lobo’, nem em Taylor Lautner, em ‘Crepúsculo’, que ele se inspirou. Gabriel revela que foram as cenas de Benício Del Toro em ‘Lobisomem’ que o ajudaram. “A transformação é muito bem feita e pude ver uma qualidade técnica como nunca tinha visto antes”.

Na trama, Gabriel é Aristóbulo, o orador oficial dos eventos da cidade de Bole-Bole, que vira lobisomem à meia-noite, sempre de quinta para sexta-feira. “Ele é dois em um. Vive o conflito de ser um professor civilizado durante o dia, mas depois acaba se tornando um selvagem”. Na versão original, o papel foi de Ary Fontoura. “Eu tinha 4 anos, mas as cenas do Ary me marcaram muito. Também me lembro bem da música de abertura, ‘Pavão Misterioso’, que me trazia uma sensação que não sei dizer qual é. Foi muito marcante para mim, por isso aceitei o convite de cara”, relembra ele.

Depois de papéis de destaque na TV, Gabriel classifica o novo personagem como o mais difícil de sua carreira, tudo por conta do vocabulário da trama escrita originalmente por Dias Gomes, até então desconhecido por ele. “A linguagem que ele estabelece é bem particular. Por isso, a novela requereu uma série de encontros entre os atores e os diretores, para encontrar palavrinhas próprias e ritmos de fala. O Aristóbulo discursa bastante e a estrutura dos textos é bem complexa. No início, estávamos muito duros, estranhando o texto, mas depois ficamos familiarizados”.

Já a fogosa relação de Aristóbulo e Risoleta (Debora Bloch) tem rendido boas risadas ao ator. “A Debora é muito engraçada e eu sempre quis contracenar com ela. A gente se diverte muito em cena e, por muitas vezes, eu tenho que controlar o riso”, comenta ele. A atriz concorda. “Existe muito humor nas cenas. Ela é apaixonada pelo lobisomem e fica louca para vê-lo se transformar. Ela fica excitada só de pensar nisso”, diverte-se Debora.

Mas nem só de comédia é feita a nova novela das 23h da Rede Globo, que estreia na próxima segunda-feira. E ela não poderia entrar no ar em momento mais oportuno: nesta semana, multidões foram às ruas de todo o país protestar por diversas causas. “Essa trama fala de aceitação de diferenças e, logo no primeiro capítulo, tem uma manifestação popular que luta por mudanças”, opina Gabriel. “O assunto está em voga. Este ano já tivemos a liberação do casamento homossexual e muitos preconceitos sociais estão caindo. Fico feliz que essa novela esteja dialogando tão de perto com os dias atuais”.

Últimas de Televisão