Personagem de Ingrid Guimarães em ‘Sangue Bom’ é comparada a Nina

Maltratada por Bárbara Ellen no passado, Tina se finge de empregada na casa da atriz decadente para se vingar

Por O Dia

Rio - Duas sílabas no nome, emprego em casa de família, uniforme vermelho, histórico de maus-tratos e muita sede de vingança. São vários os pontos em comum entre Tina, personagem de Ingrid Guimarães em ‘Sangue Bom’, e Nina (Débora Falabella), de ‘Avenida Brasil’, ambas da Globo. A atriz que vive a empregada da atual trama das sete não esconde que a mocinha do Divino é sua inspiração. Muito pelo contrário: afirma que faz uma paródia da heroína do subúrbio. “Já cantei a música da novela, dancei kuduro e chamei pela Nina. A diferença é que a Tina é meio fã da Bárbara (Giulia Gam), era chefe de seu fã-clube. Existe idolatria por trás. E as maldades são mais atrapalhadas”, analisa Ingrid. 

Assim como Nina, de 'Avenida Brasil', Tina, de 'Sangue Bom', tem desejo de vingançaDivulgação


Em ‘Sangue Bom’, Tina era fã incondicional de Bárbara, que a agrediu com um secador de cabelo na testa. Além disso, foi abandonada no altar por Vitinho (Rodrigo Lopez), traumatizado por também já ter sido dispensado na mesma situação pela diva decadente. Com o objetivo de se vingar, vestiu o uniforme e está dando expediente na casa de Bárbara, acompanhando todos os seus passos. Já Nina, de ‘Avenida Brasil’, foi deixada no lixão por sua madrasta, Carminha (Adriana Esteves), quando era criança e, por isso, se infiltrou na mansão da família para desmascarar a vilã.

Além das semelhanças entre as empregadas vingativas das duas novelas, Giulia Gam enxerga traços em comum entre as vilãs. “A Bárbara, assim como a Carminha, busca uma ascendência social. A Carminha ambicionava dinheiro, poder, e a Bárbara tem essa busca desenfreada pela fama. A personagem da Adriana também tinha uma certa vaidade, da maneira dela. Mas o que elas mais têm em comum é o humor ácido, politicamente incorreto. Elas se tornam fascinantes. Ao mesmo tempo em que são odiadas, são amadas”, compara Giulia.

Apesar disso, ela garante que sua personagem não seria capaz das crueldades que Carminha fez com sua enteada em ‘Avenida Brasil’. “A Bárbara, que também é muito engraçada, usa suas armas de sedução para conquistar alguém por interesse, tira quem for do seu caminho. Na guerra pela sobrevivência, vale tudo. Mas ela não teria coragem de enterrar a Tina viva, não há essa maldade toda”, opina ela.

Ingrid não aprova o comportamento de Tina e, tampouco, o de Nina, sua antecessora. Acredita que guardar mágoa só atrapalha a vida. “Acho um erro, um atraso de vida. Tina é daquelas mulheres que existem por aí que colocam a culpa de todos os seus problemas nos outros. Acha que o outro é responsável por sua desgraça”, critica a atriz.

Tudo culpa da Tina

A nova Nina foi aprovada pelos internautas nas redes sociais. Durante a novela, eles vibram com a vingança de Tina contra a vilã Bárbara Ellen, assim como acontecia nos embates entre Carminha e sua enteada em ‘Avenida Brasil’. “Sempre que vejo a Tina com esse uniforme, já imagino ela sentando na mesa e dizendo para a Bárbara Ellen: ‘Me serve vadia, me serve!’”, disse uma telespectadora no Twitter. “A Tina incorporou a Nina de um jeito que dá até medo”, tuitou outro usuário do microblog. Relembrando a vilã Carminha, alguns internautas fazem trocadilho com sua célebre frase. Em vez de Nina/Rita, agora é “tudo culpa da Tina”.

Amor de fã de atriz virou ódio

Apesar de nunca ter acertado um objeto na cabeça de um fã eufórico, Giulia Gam já viu o amor de uma admiradora se transformar em ódio. “Recebi uma carta carinhosa e decidi responder. Logo depois, recebi outra carta da mesma fã e também respondi. Pilhas de cartas foram se acumulando na portaria do meu prédio e eu parei de responder. Aí ela começou a me fazer ameaças. Tive que contratar um advogado”, lembra a atriz, que entende a obsessão de Tina em se vingar de Bárbara Ellen. “Ela se sente injustiçada, pois tinha muito amor para dar como fã e não foi correspondida. Isso acontece muito. O fã acha que o artista sente o mesmo amor, mas, infelizmente, não é assim. Não há tanto contato”, justifica.