Rio - O amor pode ser ‘inventado’, ‘exagerado’ como o de Cazuza, e de tantas outras formas. Na próxima novela das 18h ‘Joia Rara’, Franz, o protagonista vivido por Bruno Gagliasso, é capaz de largar a riqueza e o conforto para ficar com a pobre Amélia (Bianca Bin).
Na realidade, Bruno acredita que a maior prova de afeto é querer manter um casamento sossegado. No caso, com Giovanna Ewbank. “A maior loucura de amor, hoje, é construir uma relação de 10, 15, 20 anos. E eu quero isso. Por amor, a gente faz tudo. Não dá para medir. Você não consegue viver sem a outra pessoa, quer respirar o ar que ela respira”, descreve. Pela primeira vez, ele e Giovanna estão juntos numa trama.
“A gente está torcendo para contracenar. Acho que uma hora isso deve acontecer e vai ser divertido. Ela foi até no meu casamento na novela”, diverte-se Bruno, que admite estar com vontade de ser pai desde que começou a atuar com Mel Maia, sua filha na história: “Estou fazendo um ótimo estágio. É bom, através da ficção, exercer meu lado paternal. Com certeza me faz pensar no assunto”.
Para gravar as primeiras cenas, ele passou 20 dias no Nepal e precisou de dublê para a sequência do acidente que seu personagem vai sofrer na neve. Foram alguns perrengues e muita história para contar.
“A comida era muito apimentada, mas eu gosto, me adaptei bem. A gente fez um voo sobre o Monte Everest e deu para ver de perto o que é escalar aquilo. É muito difícil, você fica sem ar, sem força. Tivemos toda uma preparação, fizemos um curso para trabalhar em altura. Não senti enjoo, mas teve gente da equipe que sentiu. Normal, é uma diferença muito brusca de altitude”, conta.
Na mala, Gagliasso trouxe pedras, um japamala (uma espécie de rosário para os budistas) e suas memórias: “Ninguém vai apagar o que eu vivi ali. Imagina estar em um dos lugares mais pobres do mundo, sem violência? Faz você refletir sobre a vida, em como olhar o outro. Foi o lugar mas impactante aonde fui em toda minha vida. Vi muita miséria, gente catando comida na rua, sem ter o que vestir, com doença, e ao mesmo tempo abrindo um sorriso, sem pedir nada em troca”.