Por tabata.uchoa
Juliana Schalch acredita que o público está preparado para ver um beijo gay na TVDivulgação

Rio - Os personagens homossexuais ganham cada vez mais destaque, mas o assunto é sempre o mesmo em relação às produções da Globo: e o beijo gay? O seriado policial ‘A Teia’, de Carolina Kotscho e Bráulio Mantovani, que estreia dia 28, deve sair na frente, com cenas de afeto mais explícitas entre duas mulheres, antes mesmo da próxima novela das 21h, ‘Em Família’, que terá Giovanna Antonelli e Tainá Müller no papel de duas lésbicas.

Em ‘A Teia’, caberá a Juliana Schalch (Suzane) e a Inês Peixoto (Wanda) a missão de desmistificar a polêmica. “Rola beijo gay. E foi tranquilo. Gente, isso é vida. Acho que o público está preparado, sim, para ver esse tipo de cena. Tem personagens homossexuais em novela das nove e isso está trazendo um olhar menos preconceituoso. Me senti à vontade. A relação delas é uma coisa gostosa, de namoro pueril. A Wanda é meio macho, mas com a Suzane, não. Elas têm uma troca muito real. A Inês é uma grande atriz de teatro, que eu admiro muito e foi uma grande honra fazer par com essa pessoa tão generosa”, elogia Juliana.
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Na hora do ‘ação’, elas fizeram para valer: “Não acredito em beijo técnico. No set de gravação, a gente está com a câmera na cara. E, mesmo que a pessoa coloque a língua e que o público diga: ‘Nossa, aproveitou’, como aproveitou, meu bem, com uma câmera ali grudada? É cena mesmo. Também estou gravando a segunda temporada da série da HBO, ‘O Negócio’, na qual eu faço uma prostituta. Se eu tiver algum problema em beijar na boca ou com cenas de sexo, aí já era. É um desprendimento que o ator precisa ter. Fazer uma homossexual não é um desafio na carreira, ter que contracenar e beijar na boca de outra pessoa já é esse algo a mais, independentemente de ser homem ou mulher.”
Bandida da quadrilha de Marco Aurélio Baroni (Paulinho Vilhena), a personagem de Juliana é uma ex-viciada em drogas. Para entender esse universo do dependente químico, ela visitou algumas clínicas: “Conversei com psicólogos para ver qual seria o envolvimento dela. Provavelmente seria com cocaína e maconha, mas isso não aparece”, explica.
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Para Juliana, o que atrai a mulher para o mundo do crime é o fascínio pelo poder. “E a adrenalina de conviver com o perigo”, acredita.
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