Por tabata.uchoa
O povo japonês é muito cordato%2C solícito%2C educado%2C respeitoso. Acho que a palavra que melhor define o japonês é respeito’Divulgação

São Paulo - Aos 38 anos, Didi Wagner já rodou boa parte do mundo com seu ‘Lugar Incomum’. Na nova temporada do programa, que estreou na última sexta-feira, no Multishow, a apresentadora desembarca pela primeira vez em Tóquio, no Japão. Quando sai de férias com a família, no entanto, ela prefere ir para um lugarzinho especial no litoral paulista.

“Tenho a sorte de ter uma casa na praia, no Guarujá. Esse é meu porto seguro. É o meu canto, a minha casa, o meu quartinho... Em julho, minhas filhas saem de férias e vamos para lá. Para mim, descanso é na praia”, diz Didi, que é mãe de Laura, 10 anos, Luiza, 8, e Julia, 5.

A apresentadora não para de viajar desde 2006, quando deu início à série. Após morar cinco anos em Nova York, ela voltou ao Brasil em definitivo em 2011, montando sua casa em São Paulo. Com a ajuda do marido, Fred Wagner, ela diz que prioriza a rotina das filhas, em vez de levá-las em suas constantes aventuras mundo afora.

“Quando comecei a gravar o programa, elas eram pequenininhas. Eu até poderia carregá-las comigo, porque não tinham tanto compromisso escolar. Mas hoje não posso. Fora isso, fico gravando 12 horas por dia. Vou fazer o que com elas?”, argumenta.

Como a maioria das mães, Didi também se sente culpada por ficar tanto tempo afastada das filhas. “Basta botar um filho no mundo para a gente se sentir culpado. Mas deixo toda uma estrutura para gravar com tranquilidade. Tenho suporte do meu marido, uma babá... O acordo que fiz com ele é que, quando estou viajando, ele fica. Mas, no caso do Japão, ele passou seis dias por lá, e ficamos juntos. As meninas ficaram com a minha sogra”, conta.

Foram 16 dias de gravação em Tóquio, em fevereiro passado. O maior problema de Didi foi se adaptar ao fuso horário na chegada. “Precisei tomar um remedinho para dormir”, revela. Outra dificuldade foi a língua. Até por isso, o programa teve pela primeira vez uma tradutora-intérprete. “Os japoneses não falam inglês e, quando falam, é com sotaque que a gente não entende”, diz.

ROBÔ NO ESTACIONAMENTO

Na estreia, o encontro com o humorista Paulo Gustavo, que passava as férias em Tóquio, deu o tom do programa. No segundo episódio, Didi vai mostrar uma matéria sobre um estacionamento de bicicletas subterrâneo, onde tudo é automatizado. “É só robô. Não tem gente trabalhando”, adianta.

A apresentadora ficou encantada com o povo japonês. “É muito cordato, solícito, educado, respeitoso. Acho que a palavra que melhor define o japonês é respeito”, afirma. “Tudo funciona bem, há regras para tudo e elas são cumpridas. Mas acho a cidade um pouco repressora. As pessoas se matam lá também. Tem uma pressão ali que acho que, para quem visita, não pega nada, mas no dia a dia deve ser um pouco angustiante.”

Em agosto, Didi já começa a gravar a nova temporada da série, mas o lugar ainda não está definido. “Eu gostaria de ir a Portugal, ou então a algum país da Escandinávia. A Austrália também seria legal”, especula ela, que já explorou Los Angeles, Roma, Paris, Milão, Berlim, Barcelona e Istambul.

A apresentadora também está fazendo o projeto de uma nova atração para o canal. “Estou no momento de tentar outro formato”, diz.

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